A Skady ultrapassou a idade prevista para um cão do seu porte, deixou de mover as patas traseiras, perdeu a visão e escasseou-lhe a audição. Eu não aguentava a angústia de a olhar sem saber o que fazer para a ajudar. Deixou de ser a caçadora de galinhas, trepadora de montes, rochas e falésias, e nadadora de mares revoltos, para se tornar a vulnerabilidade sem vitimização que só eu não sabia aceitar. Fosse eu um cão e viveria bem melhor. [Texto de Ana Sofia Brito]





