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Isto para ser ateu, é preciso muita fé. Simon Conway Morris, Prémio Templeton 2026

[Crónica da Europa]

Isto para ser ateu, é preciso muita fé. Simon Conway Morris, Prémio Templeton 2026

Para ser ateu, é preciso muita fé é uma frase que não pretende ser uma provocação mas sim um teste de consistência. A frase obriga a perguntar que tipo de mundo estamos dispostos a aceitar como “auto-explicativo”. E, curiosamente, essa pergunta ganha outro peso quando é feita por alguém como Simon Conway Morris, recém-distinguido com o Templeton Prize. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A Europa e os três imperadores

[Crónica da Europa]

A Europa e os três imperadores

Enquanto os EUA encaram a Terra como um jogo de póquer onde cada mão deve ser ganha a qualquer custo, a China encara-o como um jogo de Go, onde a chave não é tanto eliminar o adversário, mas sim controlar a maior parte do território. Entretanto, a Rússia encara-o como um jogo de xadrez, onde interessa dar o xeque-mate ao adversário. [Crónica de Mendo Castro Henriques]

Pobres, indigentes e miseráveis

[Crónica da Europa]

Pobres, indigentes e miseráveis

A Associação Metanoia de Profissionais Católicos, que já leva boas décadas de atividade, reuniu a 7 de março em Alfragide, com Paulo Melo como coordenador, e gente que sabe que a vida não é só números. Entre exposições e debates dedicados à sobriedade e às cooperativas sociais, houve uma pergunta que ficou no ar, quase a rir de nós: afinal, vale mais a pena ser rico ou ser pobre? Pois é. A gente discute, ri-se e percebe que o tema é antigo como o mundo. (Texto de Mendo Castro Henriques]

Não há catástrofes naturais

[Crónica da Europa]

Não há catástrofes naturais

Não há catástrofes naturais. Há fenómenos naturais com impactos sociais devastadores. Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, a Kristin rasgou Portugal continental com rajadas para além de 170 km/h. Seguiu-se o rio atmosférico, depois as depressões Leonardo e Marta. 18 mortos, centenas de feridos e um rasto de destruição que continua. [Texto de Mendo Castro Henriques].

O estranho caso do genial Emmerico Nunes

[Crónica da Europa]

O estranho caso do genial Emmerico Nunes

Há artistas que cabem inteiros numa etiqueta: modernista, naturalista, ilustrador, pintor oficial. E depois há o estranho caso de Emmerico Nunes — que parece ter sido tudo isso ao mesmo tempo, sem pedir licença a ninguém. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Muito a fazer em era de pós-verdade

[Crónica da Europa]

Muito a fazer em era de pós-verdade

Vivemos numa era de pós-verdade. Isso não significa que os políticos europeus mintam mais do que no passado. A mentira sempre existiu na política, do absolutismo à propaganda moderna. O que mudou é mais profundo: a própria verdade passou a ser sentida como opressiva por vastos setores da população. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Nada é verdade, tudo é possível?

[Crónica da Europa]

Nada é verdade, tudo é possível?

Terá sido Friedrich Nietzsche quem escreveu que, uma vez resolvido o problema da sobrevivência, a humanidade confronta-se com o problema da supervivência, ou seja: que sentido tem isto tudo? A pergunta agarra-nos pois vivemos entre o excesso e a fadiga — excesso de estímulos, fadiga de sentido. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A tragicomédia vem de dentro

[Crónica da Europa]

A tragicomédia vem de dentro

Os próximos dias serão decisivos não apenas para a Gronelândia e para a Dinamarca, mas para a União Europeia, a NATO e para a Ucrânia. A Europa está ameaçada por  uma guerra em duas frentes. A razão é conhecida: Trump fala abertamente da anexação da Gronelândia, justificando-a como uma necessidade de segurança para os Estados Unidos e para a própria Aliança Atlântica. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Isto para ser ateu, é preciso muita fé. Simon Conway Morris, Prémio Templeton 2026

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Para ser ateu, é preciso muita fé é uma frase que não pretende ser uma provocação mas sim um teste de consistência. A frase obriga a perguntar que tipo de mundo estamos dispostos a aceitar como “auto-explicativo”. E, curiosamente, essa pergunta ganha outro peso quando é feita por alguém como Simon Conway Morris, recém-distinguido com o Templeton Prize. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Pobres, indigentes e miseráveis

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A Associação Metanoia de Profissionais Católicos, que já leva boas décadas de atividade, reuniu a 7 de março em Alfragide, com Paulo Melo como coordenador, e gente que sabe que a vida não é só números. Entre exposições e debates dedicados à sobriedade e às cooperativas sociais, houve uma pergunta que ficou no ar, quase a rir de nós: afinal, vale mais a pena ser rico ou ser pobre? Pois é. A gente discute, ri-se e percebe que o tema é antigo como o mundo. (Texto de Mendo Castro Henriques]

Não há catástrofes naturais

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Não há catástrofes naturais. Há fenómenos naturais com impactos sociais devastadores. Na madrugada de 28 de janeiro de 2026, a Kristin rasgou Portugal continental com rajadas para além de 170 km/h. Seguiu-se o rio atmosférico, depois as depressões Leonardo e Marta. 18 mortos, centenas de feridos e um rasto de destruição que continua. [Texto de Mendo Castro Henriques].

O estranho caso do genial Emmerico Nunes

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Há artistas que cabem inteiros numa etiqueta: modernista, naturalista, ilustrador, pintor oficial. E depois há o estranho caso de Emmerico Nunes — que parece ter sido tudo isso ao mesmo tempo, sem pedir licença a ninguém. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Terá sido Friedrich Nietzsche quem escreveu que, uma vez resolvido o problema da sobrevivência, a humanidade confronta-se com o problema da supervivência, ou seja: que sentido tem isto tudo? A pergunta agarra-nos pois vivemos entre o excesso e a fadiga — excesso de estímulos, fadiga de sentido. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Jesus salva-nos de nós mesmos

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