Há um ruído constante que atravessa o nosso tempo: o estalar dos dedos que clicam, a sucessão de imagens que brilham e se apagam, o rio de palavras que desliza nos ecrãs. Vivemos cercados por números que nos medem: quantos me seguem, quantos me escutam, quantos aprovam a minha existência com um gesto ligeiro. É a liturgia da visibilidade, celebrada diante de altares luminosos. [Texto de Pedro Mangana].







