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Jesus Cristo salvou-nos de quê?

Com a vida, paixão, morte na cruz, e ressurreição de Jesus Cristo somos salvos – esta é uma das afirmações centrais do cristianismo. Mas somos salvos de quê? Como resposta a esta questão desenvolveram-se ao longo da história várias teorias da “expiação”. Pretendo argumentar brevemente que algumas dessas teorias, muitas vezes veiculadas acrítica e dogmaticamente nas comunidades cristãs, são imorais e, por isso, não podem ser verdadeiras. (Opinião de Domingos Faria)

O papel da Lógica na Teologia

Nas palavras do filósofo Jc Beall, “a teologia cristã é uma teoria de Deus”. Ora, quando se constrói uma teoria de Deus (ou seja, uma teologia), começa-se por adicionar algumas verdades ou axiomas sobre Deus como, por exemplo, que Deus é trinitário, que Jesus Cristo é simultaneamente divino e humano, que Deus é omnipotente, entre outros.

Natal: a celebração de uma contradição

Aparentemente os cristãos acreditam em doutrinas logicamente inconsistentes e contraditórias. Por exemplo, no Natal os cristãos celebram a encarnação. Mas será essa uma doutrina consistente do ponto de vista lógico? Parece que não, pois ao celebrarem o Natal os cristãos proclamam que Jesus Cristo é essencialmente o Deus omnipotente e omnisciente que, como todos os humanos, exemplifica essencialmente a natureza humana com as suas inúmeras limitações, incluindo o poder e conhecimento imperfeito, a compreensão imperfeita, etc. Assim, a contradição é vívida.

Covid-19: por que meter Deus ao barulho?

As pessoas religiosas têm tipicamente dois tipos de atitudes perante a tragédia da covid-19. Em primeiro lugar, os mais fanáticos chegam a defender que é um castigo de Deus (a ministra da Defesa do Zimbabué disse-o há dias). O problema é que, nesse caso, estamos perante uma inconsistência ou contradição lógica básica. Pois, suponha-se para fins argumentativos que há Deus e que a covid-19 é um castigo de Deus.

Jesus Cristo salvou-nos de quê?

Com a vida, paixão, morte na cruz, e ressurreição de Jesus Cristo somos salvos – esta é uma das afirmações centrais do cristianismo. Mas somos salvos de quê? Como resposta a esta questão desenvolveram-se ao longo da história várias teorias da “expiação”. Pretendo argumentar brevemente que algumas dessas teorias, muitas vezes veiculadas acrítica e dogmaticamente nas comunidades cristãs, são imorais e, por isso, não podem ser verdadeiras. (Opinião de Domingos Faria)

O papel da Lógica na Teologia

Nas palavras do filósofo Jc Beall, “a teologia cristã é uma teoria de Deus”. Ora, quando se constrói uma teoria de Deus (ou seja, uma teologia), começa-se por adicionar algumas verdades ou axiomas sobre Deus como, por exemplo, que Deus é trinitário, que Jesus Cristo é simultaneamente divino e humano, que Deus é omnipotente, entre outros.

Natal: a celebração de uma contradição

Aparentemente os cristãos acreditam em doutrinas logicamente inconsistentes e contraditórias. Por exemplo, no Natal os cristãos celebram a encarnação. Mas será essa uma doutrina consistente do ponto de vista lógico? Parece que não, pois ao celebrarem o Natal os cristãos proclamam que Jesus Cristo é essencialmente o Deus omnipotente e omnisciente que, como todos os humanos, exemplifica essencialmente a natureza humana com as suas inúmeras limitações, incluindo o poder e conhecimento imperfeito, a compreensão imperfeita, etc. Assim, a contradição é vívida.

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As pessoas religiosas têm tipicamente dois tipos de atitudes perante a tragédia da covid-19. Em primeiro lugar, os mais fanáticos chegam a defender que é um castigo de Deus (a ministra da Defesa do Zimbabué disse-o há dias). O problema é que, nesse caso, estamos perante uma inconsistência ou contradição lógica básica. Pois, suponha-se para fins argumentativos que há Deus e que a covid-19 é um castigo de Deus.

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Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

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Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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