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Tudo começa com uma metáfora

Tudo começa com uma metáfora

Li num livro de Milan Kundera que “as metáforas podem ser muito perigosas” e que “o amor começa sempre com uma metáfora”. Estas frases soam-me em eco desde então, não fosse o meu vocabulário um território manco onde a muleta de todas as horas são precisamente as metáforas.

Humanidade e lei

Humanidade e lei

Ao reler algumas partes do livro “O Sopro da Vida Interior” da freira beneditina americana Joan Chittister, vi-me confrontado com a minha humanidade. Escreve Joan: Não estamos interessados em proteger o inocente; queremos matar os assassinos. Queremos os dissidentes silenciados. Queremos os não-conformistas excomungados. Queremos os rebeldes reduzidos a nada. Queremos lei e ordem. E continua: Estamos tão concentrados na religião que esquecemos a retidão.

O que nos salva? – uma espécie de carta à Humanidade

O que nos salva? – uma espécie de carta à Humanidade

Temos absoluta necessidade de dar nome às coisas, visíveis e invisíveis, porque temos absoluta necessidade de compreender, e porque não somos capazes de determinar os limites da nossa própria alma. Sabemos que sentimos, que temos vida interior, íntima, e até isso, que é um dado absoluto, remete para um mistério sem nome; pois de onde nos vem e onde está sustentada no Ser esta capacidade íntima de ser dentro, de ser para si mesmo, esta intimidade ontológica?

Tropeçar com Eduardo Lourenço na palavra “Jesus”

Tropeçar com Eduardo Lourenço na palavra “Jesus”

Colocando as bem-aventuranças no início da atividade pública de Jesus, o evangelista Mateus talvez nos queira sugerir a construção da humanidade de Jesus no tempo e no espaço. A vida furtiva de Jesus talvez não seja tão anónima quanto isso. Lendo e meditando as bem-aventuranças talvez descubramos, afinal, em que ocupou Jesus os seus dias de ilustre desconhecido: a construir e forjar a sua alma.

Oração do Papa pela Humanidade: “Estamos todos no mesmo barco. É o tempo de reajustar a vida. Só o conseguiremos juntos.”

Oração do Papa pela Humanidade: “Estamos todos no mesmo barco. É o tempo de reajustar a vida. Só o conseguiremos juntos.”

Sentimo-nos paralisados e perdidos, mas ninguém se salva sozinho, disse Francisco perante uma praça de São Pedro vazia e diante de milhões que o escutavam pela net ou televisões. É tempo de resgatar a vida e valorizar as pessoas comuns que não estão nas passarelas, lembrou, falando de todos os que se têm entregue a consolar e tratar os atingidos pela pandemia. Só juntos sairemos desta e das restantes crises da humanidade, afirmou.

Sabemos (con)viver com a (fr)agilidade?

Sabemos (con)viver com a (fr)agilidade?

Vivemos um tempo singular. Somos, mais do que nunca, chamados a fazer sobressair, em nós próprios, aquilo que nos faz verdadeiramente pessoas: o cuidado que devemos uns aos outros, como a atitude de quem olha para os outros como espelho de si mesmo, a visão do próximo como aquele que é genuinamente diferente, numa diferença que se completa e nos torna verdadeiramente semelhantes na alteridade, unidos no essencial: a nossa dignidade de seres humanos, ao mesmo tempo únicos e (inter)dependentes uns dos outros.

Tudo começa com uma metáfora

Tudo começa com uma metáfora

Li num livro de Milan Kundera que “as metáforas podem ser muito perigosas” e que “o amor começa sempre com uma metáfora”. Estas frases soam-me em eco desde então, não fosse o meu vocabulário um território manco onde a muleta de todas as horas são precisamente as metáforas.

Humanidade e lei

Humanidade e lei

Ao reler algumas partes do livro “O Sopro da Vida Interior” da freira beneditina americana Joan Chittister, vi-me confrontado com a minha humanidade. Escreve Joan: Não estamos interessados em proteger o inocente; queremos matar os assassinos. Queremos os dissidentes silenciados. Queremos os não-conformistas excomungados. Queremos os rebeldes reduzidos a nada. Queremos lei e ordem. E continua: Estamos tão concentrados na religião que esquecemos a retidão.

O que nos salva? – uma espécie de carta à Humanidade

O que nos salva? – uma espécie de carta à Humanidade

Temos absoluta necessidade de dar nome às coisas, visíveis e invisíveis, porque temos absoluta necessidade de compreender, e porque não somos capazes de determinar os limites da nossa própria alma. Sabemos que sentimos, que temos vida interior, íntima, e até isso, que é um dado absoluto, remete para um mistério sem nome; pois de onde nos vem e onde está sustentada no Ser esta capacidade íntima de ser dentro, de ser para si mesmo, esta intimidade ontológica?

Tropeçar com Eduardo Lourenço na palavra “Jesus”

Tropeçar com Eduardo Lourenço na palavra “Jesus”

Colocando as bem-aventuranças no início da atividade pública de Jesus, o evangelista Mateus talvez nos queira sugerir a construção da humanidade de Jesus no tempo e no espaço. A vida furtiva de Jesus talvez não seja tão anónima quanto isso. Lendo e meditando as bem-aventuranças talvez descubramos, afinal, em que ocupou Jesus os seus dias de ilustre desconhecido: a construir e forjar a sua alma.

Oração do Papa pela Humanidade: “Estamos todos no mesmo barco. É o tempo de reajustar a vida. Só o conseguiremos juntos.”

Oração do Papa pela Humanidade: “Estamos todos no mesmo barco. É o tempo de reajustar a vida. Só o conseguiremos juntos.”

Sentimo-nos paralisados e perdidos, mas ninguém se salva sozinho, disse Francisco perante uma praça de São Pedro vazia e diante de milhões que o escutavam pela net ou televisões. É tempo de resgatar a vida e valorizar as pessoas comuns que não estão nas passarelas, lembrou, falando de todos os que se têm entregue a consolar e tratar os atingidos pela pandemia. Só juntos sairemos desta e das restantes crises da humanidade, afirmou.

Sabemos (con)viver com a (fr)agilidade?

Sabemos (con)viver com a (fr)agilidade?

Vivemos um tempo singular. Somos, mais do que nunca, chamados a fazer sobressair, em nós próprios, aquilo que nos faz verdadeiramente pessoas: o cuidado que devemos uns aos outros, como a atitude de quem olha para os outros como espelho de si mesmo, a visão do próximo como aquele que é genuinamente diferente, numa diferença que se completa e nos torna verdadeiramente semelhantes na alteridade, unidos no essencial: a nossa dignidade de seres humanos, ao mesmo tempo únicos e (inter)dependentes uns dos outros.

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