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“Politeía”, democracia e as tecno-oligarquias digitais

Ensaio

“Politeía”, democracia e as tecno-oligarquias digitais

O que é uma democracia? Contrariamente ao senso comum, dada a ausência quase total da filosofia do debate público das ideias, a política não é um assunto de políticos, mas é primeiramente uma questão filosófica. À ideia de política (politeía), no seu sentido clássico, subjaz procurar racionalmente o bem dos cidadãos da Pólis como um todo, na sua organização, nos seus dinamismos, estruturas e diversidades étnicas, religiosas ou morais. [Texto de João Paulo Costa]

Do “Deus selvagem” de Nick Cave!

Teólogo-poeta

Do “Deus selvagem” de Nick Cave!

Se há um artista teólogo ou filósofo, no sentido místico-poético de uma experiência carnalmente vivida do sublime, esse nome é Nick Cave, que, com a sua música, estética e linguagem, procura os rastos do eterno no efémero e a transcendência da nossa finitude e o sublime da nossa encarnação. [Texto de João Paulo Costa]

Bastará a gentileza contra a barbarização do pensamento?

Bastará a gentileza contra a barbarização do pensamento?

A consciência literária de uma crise agudizada da nossa civilização, de um mal-estar indesmentível, cujas causas são múltiplas e os sintomas já quase irremediáveis, evidencia a existência de uma barbarização do pensamento, de um estado generalizado de crise espiritual.

A Arte como Habitação do Silêncio: A obra pictórica de Mário Rocha

Arte na Leira

A Arte como Habitação do Silêncio: A obra pictórica de Mário Rocha

Vem o texto a propósito da mais recente mostra Arte na Leira, que ocorreu este ano entre 20 de Julho e 18 de Agosto, organizada e dinamizada pelo pintor vianense Mário Rocha, a qual se realiza ininterruptamente desde 1999. Após anos de estadia na cidade do Porto, onde frequentou a Escola Artística Soares dos Reis, dedicando-se à pintura desde 1968, o artista natural de Perre montou recentemente tenda na belíssima serra Arga de Baixo, na Casa do Marco, em Caminha, onde se realiza anualmente a Arte na Leira.

Visões da vida e da morte

A morte espelho da vida

Visões da vida e da morte

Onde há hoje a angústia da perda levanta-se possivelmente uma árvore. Mas que árvores de vida plantadas são essas que poderão abrigar ou atenuar a nossa definitiva tormenta? O tempo da morte, da minha e da tua, é certamente um Sábado pascal, o tempo do silêncio, a angústia de uma ausência que se planta no terceiro dia, dia de florescimento e de travessia. [Texto do Padre João Paulo Costa]

Deus, flauta da nossa obscuridade?

Ensaio

Deus, flauta da nossa obscuridade?

«Deus está vivo ou Deus está morto. E não vos extravieis pelo que de superficial, mecânico, sugeridor de um certo cheiro a cera e a santos óleos podereis descobrir nesta questão. Porque para lá de todos esses aspectos anedóticos e ridículos há um problema de radicalidade, de justificação basilar do próprio destino do homem.»

Uma estranha serenidade…

Uma estranha serenidade…

Talvez o leitor já tenha tido a estranha sensação de conversar com um monge e sair dessa conversação cheio de interrogações, mas também de entrar em si com o sentimento de uma estranha serenidade. Uma sensação enigmática que nos desloca da nossa condição habitual e doméstica, para um outro nível de relação com os demais, uma outra maneira de habitar o mundo e de nos sentirmos a nós próprios. [Texto de João Paulo Costa a propósito do filme de Wim Wenders Perfect Days]

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Ensaio

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Se há um artista teólogo ou filósofo, no sentido místico-poético de uma experiência carnalmente vivida do sublime, esse nome é Nick Cave, que, com a sua música, estética e linguagem, procura os rastos do eterno no efémero e a transcendência da nossa finitude e o sublime da nossa encarnação. [Texto de João Paulo Costa]

Bastará a gentileza contra a barbarização do pensamento?

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Arte na Leira

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Onde há hoje a angústia da perda levanta-se possivelmente uma árvore. Mas que árvores de vida plantadas são essas que poderão abrigar ou atenuar a nossa definitiva tormenta? O tempo da morte, da minha e da tua, é certamente um Sábado pascal, o tempo do silêncio, a angústia de uma ausência que se planta no terceiro dia, dia de florescimento e de travessia. [Texto do Padre João Paulo Costa]

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