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Fernando Echevarría

(1929-2021)

Fernando Echevarría

Fernando Echevarría era um poeta desafectado, que ria com vontade, quando lhe contavam que um dos seus primeiros livros, “Introdução à filosofia”, constava nas prateleiras de uma biblioteca ao lado de Aristóteles. Considerava-se, às vezes, um simples homem, de modo levemente abrutalhado, com pouco jeito para preitos, vassalagens, convénios, mesuras ou trapalhadas.

Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)

Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)

Corria o mês Fevereiro de 2020, se bem lembro, e a minha mãe avisou-me, dizem meu filho, que vem aí um mal que nos vai pôr em perigo a todos. A minha mãe, com quase noventa anos, é uma resistente, muito atenta ao mundo. A minha mãe gosta de dar. Fiquei inquieto e ao mesmo tempo desassombrado.

Fernando Echevarría

(1929-2021)

Fernando Echevarría

Fernando Echevarría era um poeta desafectado, que ria com vontade, quando lhe contavam que um dos seus primeiros livros, “Introdução à filosofia”, constava nas prateleiras de uma biblioteca ao lado de Aristóteles. Considerava-se, às vezes, um simples homem, de modo levemente abrutalhado, com pouco jeito para preitos, vassalagens, convénios, mesuras ou trapalhadas.

Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)

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Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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