O silêncio tem nome, chama-se Ernestina. Viveu em Trás-os-Montes, mas podia ter vivido em qualquer aldeia onde o tempo se arrasta como uma mula velha e os homens falam pouco, mas mandam muito. Ernestina não é só a mãe de José Rentes de Carvalho, é a mãe do silêncio português. Aquele que se instala nas cozinhas, nas camas, nos olhos, aquele que não grita, mas que pode matar. [Texto de Júlia Costa].





