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Pés em carne viva

Música para a Semana Santa cristã

Pés em carne viva

Para o leitor de hoje, talvez seja uma surpresa descobrir que, até ao século IV, em diversas regiões de expansão do cristianismo, os cristãos se tratavam mutuamente por “irmãos” – expressão que não era, como hoje, um quase “exclusivo” da tradição monástica.  Nas primeiras gerações de cristãos, a linguagem do serviço e da hospitalidade tomou o lugar do léxico sacral que desnivela o mundo, instituindo o alto e o baixo, o fora e o dentro. [Alfredo Teixeira].

Bispo Armando Domingues vai lavar os pés a 12 reclusos na cadeia de Angra

Semana Santa

Bispo Armando Domingues vai lavar os pés a 12 reclusos na cadeia de Angra

O bispo de Angra irá presidir, na próxima quinta-feira, 17 de abril, à Missa da Ceia do Senhor no Estabelecimento Prisional de Angra. Armando Esteves Domingues escolheu realizar aquela que é a primeira celebração do Tríduo Pascal junto da comunidade prisional e dos voluntários que ali prestam assistência, e lavará os pés a 12 reclusos.

Que há de estranho no lavar os pés?

Que há de estranho no lavar os pés?

Publicamos o Prefácio, da autoria do padre Joaquim Félix, relativamente ao livro intitulado «Do Lava-Pés à vida do Ministro Ordenado – Por uma teologia de ‘assemelhação’» da autoria de João Patrício e publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia. A pertinência do tema em termos eclesiais nos tempos que vivemos merece esta referência.

“Jesus nunca se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir perdão”

Papa às reclusas no lava-pés

“Jesus nunca se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir perdão”

Foi num ambiente de forte comoção que o Papa celebrou esta quinta-feira, 28 de março, a missa da Ceia do Senhor na Prisão Feminina de Rebibbia, em Roma, onde – replicando o gesto de Jesus com os apóstolos – lavou os pés a 12 reclusas. Antes disso, assegurou-lhes, na curta homilia que fez de improviso: “Jesus perdoa tudo. Jesus perdoa sempre. Só pede que nós peçamos o perdão”.

Dez anos depois, o Papa regressa à prisão de Casal del Marmo para lavar os pés a jovens reclusos

Francisco preside aos ritos pascais

Dez anos depois, o Papa regressa à prisão de Casal del Marmo para lavar os pés a jovens reclusos

Menos de uma semana após ter tido alta do hospital na sequência de uma infeção respiratória, o Papa irá presidir às celebrações pascais. Na manhã desta quinta-feira, 6 de abril, celebrará a Missa Crismal e à tarde a Missa da Ceia do Senhor, com o tradicional rito do lava-pés, que decorrerá no mesmo local que escolheu há dez anos, 15 dias após a sua eleição: a prisão juvenil de Casal del Marmo, em Roma.

Tempo de Páscoa, imagens de Vida

Tempo de Páscoa, imagens de Vida

A Páscoa era na Quinta-Feira Santa o Lava-Pés dos velhinhos do Asilo, humildes apóstolos, cobertos por vestes brancas. Era a Procissão do Enterro na Sexta-Feira às onze da noite, a vila atravessada pelo andor com o caixão de Jesus, batida compassada dos tambores e metais da banda filarmónica, eram as portas da igreja fechadas em sinal de luto. No Sábado, era o repicar das aleluias. E no bafo da noite, os cânticos saindo pelas portas escancaradas da Igreja Matriz, luz de velas e renovação das promessas do Batismo.

Servir: lavar as mãos, lavar os pés, lavar o coração

Servir: lavar as mãos, lavar os pés, lavar o coração

Depois de alguma leitura, aquela conversa não me saía da cabeça. Lembrei-me do ritual do “Lava pés”, que teve lugar na última ceia de Jesus Cristo, na qual Ele ensinou-nos, entre outras coisas, a partilhar o pão e o vinho (a comida) e a servir (lavou os pés aos seus discípulos). Lembrei-me também de uma tradição ocidental, segundo a qual quando alguém vai à casa de outrem pela primeira vez, a dona de casa deve servir ao visitante o “primeiro copo”. Por ser de “bom tom”, é cortês. E é, porque abre o à vontade ao visitante.

Pés em carne viva

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Bispo Armando Domingues vai lavar os pés a 12 reclusos na cadeia de Angra

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O bispo de Angra irá presidir, na próxima quinta-feira, 17 de abril, à Missa da Ceia do Senhor no Estabelecimento Prisional de Angra. Armando Esteves Domingues escolheu realizar aquela que é a primeira celebração do Tríduo Pascal junto da comunidade prisional e dos voluntários que ali prestam assistência, e lavará os pés a 12 reclusos.

Que há de estranho no lavar os pés?

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Publicamos o Prefácio, da autoria do padre Joaquim Félix, relativamente ao livro intitulado «Do Lava-Pés à vida do Ministro Ordenado – Por uma teologia de ‘assemelhação’» da autoria de João Patrício e publicado pelo Secretariado Nacional de Liturgia. A pertinência do tema em termos eclesiais nos tempos que vivemos merece esta referência.

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A Páscoa era na Quinta-Feira Santa o Lava-Pés dos velhinhos do Asilo, humildes apóstolos, cobertos por vestes brancas. Era a Procissão do Enterro na Sexta-Feira às onze da noite, a vila atravessada pelo andor com o caixão de Jesus, batida compassada dos tambores e metais da banda filarmónica, eram as portas da igreja fechadas em sinal de luto. No Sábado, era o repicar das aleluias. E no bafo da noite, os cânticos saindo pelas portas escancaradas da Igreja Matriz, luz de velas e renovação das promessas do Batismo.

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