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Da oração à acção, por esta ordem

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Da oração à acção, por esta ordem

Os tumultos destes dias recordam uma viagem recente às Fiji. O texto foi escrito lá. Saiu agora da gaveta. A palavra Bula (diz-se Boo-lá) é invariavelmente o contacto primeiro com qualquer residente nas Fiji. Soa mesmo um simples Olá. A palavra designa vida. O que também nos remete para a saudação tantas vezes usada em Portugal do nosso “viva!”

Podes voltar, amigo Jorge.

Podes voltar, amigo Jorge.

Hoje, mais do que nunca. Muitos dos que aqui vivem, precisam de ti. E de tantos como tu. Precisam muito do teu abraço. De muitos abraços solidários. Compreendo a incompreensão. Percebo a incredulidade. O desespero. A desesperança. Como chegaram os EUA a este momento da história que achámos apenas caber a outros? [Texto de Luís Castanheira Pinto].

A gargalhada de Deus

A gargalhada de Deus

No Burkina Faso a história do país conta-se como tantas outras da África subsariana. É feita de miséria, sangue, corrupção, olhos vidrados de ganância. Abutres do norte do mundo sedentos da última gota de penúria. Trabalhos esforçados. Alguns, forçados. Tropas em corrupio constante. Governos e governantes em carrosséis descontrolados. Montanhas russas de governação impossível. Olhos sem brilho. Dormentes. Pessoas como eu – tal e qual como eu – marcadas pelo destino de simplesmente nascer neste lugar.

Uma linha apenas, invisível

Uma linha apenas, invisível

  Ligo a televisão. Leio o jornal. A notícia parece a mesma. Cada semana. Cada dia. Mas não é. São factos diferentes. Apenas parecidos. Na realidade, iguais. Tristemente idênticos. Os protagonistas são outros. As vítimas acumulam-se de cada vez. Uma destas...

Reservatório de Utopias

Reservatório de Utopias

República Centro Africana. Custa dizer. Por tantas razões. Nome comprido. Podia ser outro. Libéria. Níger. Sudão. Mali. Chade. Nomes simples. Curtos. Sintetizam fácil o ADN de miséria infra-humana da África subsariana. Mas não. A República Centro Africana é diferente. O nome. Porque a miséria, essa, é ainda mais miserável ao centro. Sem outro desígnio, chamou-se assim. A república que está mesmo no centro de África.

Esse Deus dos contrastes

Esse Deus dos contrastes

Os três cenários têm lugar em países por onde passei recentemente. Os cenários são reais. Lagos, Nigéria. Lusaka, Zâmbia. Adis Abeba, Etiópia. Países onde a mortalidade infantil é inaceitavelmente elevada. Onde a subnutrição é endémica. Onde a pobreza persiste num nível infra-humano. Assim mesmo. Cru. Sem temperos.

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

A Guatemala não é um país pobre. Não quando comparado com outros países com que trabalho. Trabalhamos. Ali se observa o chamado “paradoxo da nutrição”. Investimento em massa nas últimas décadas. Governos consecutivos, ONGs e organizações internacionais. Programas armados e orientados por muitos.

A Rússia de Kathie Guroff

A Rússia de Kathie Guroff

Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.

Da oração à acção, por esta ordem

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Os tumultos destes dias recordam uma viagem recente às Fiji. O texto foi escrito lá. Saiu agora da gaveta. A palavra Bula (diz-se Boo-lá) é invariavelmente o contacto primeiro com qualquer residente nas Fiji. Soa mesmo um simples Olá. A palavra designa vida. O que também nos remete para a saudação tantas vezes usada em Portugal do nosso “viva!”

Podes voltar, amigo Jorge.

Podes voltar, amigo Jorge.

Hoje, mais do que nunca. Muitos dos que aqui vivem, precisam de ti. E de tantos como tu. Precisam muito do teu abraço. De muitos abraços solidários. Compreendo a incompreensão. Percebo a incredulidade. O desespero. A desesperança. Como chegaram os EUA a este momento da história que achámos apenas caber a outros? [Texto de Luís Castanheira Pinto].

A gargalhada de Deus

A gargalhada de Deus

No Burkina Faso a história do país conta-se como tantas outras da África subsariana. É feita de miséria, sangue, corrupção, olhos vidrados de ganância. Abutres do norte do mundo sedentos da última gota de penúria. Trabalhos esforçados. Alguns, forçados. Tropas em corrupio constante. Governos e governantes em carrosséis descontrolados. Montanhas russas de governação impossível. Olhos sem brilho. Dormentes. Pessoas como eu – tal e qual como eu – marcadas pelo destino de simplesmente nascer neste lugar.

Uma linha apenas, invisível

Uma linha apenas, invisível

  Ligo a televisão. Leio o jornal. A notícia parece a mesma. Cada semana. Cada dia. Mas não é. São factos diferentes. Apenas parecidos. Na realidade, iguais. Tristemente idênticos. Os protagonistas são outros. As vítimas acumulam-se de cada vez. Uma destas...

Reservatório de Utopias

Reservatório de Utopias

República Centro Africana. Custa dizer. Por tantas razões. Nome comprido. Podia ser outro. Libéria. Níger. Sudão. Mali. Chade. Nomes simples. Curtos. Sintetizam fácil o ADN de miséria infra-humana da África subsariana. Mas não. A República Centro Africana é diferente. O nome. Porque a miséria, essa, é ainda mais miserável ao centro. Sem outro desígnio, chamou-se assim. A república que está mesmo no centro de África.

Esse Deus dos contrastes

Esse Deus dos contrastes

Os três cenários têm lugar em países por onde passei recentemente. Os cenários são reais. Lagos, Nigéria. Lusaka, Zâmbia. Adis Abeba, Etiópia. Países onde a mortalidade infantil é inaceitavelmente elevada. Onde a subnutrição é endémica. Onde a pobreza persiste num nível infra-humano. Assim mesmo. Cru. Sem temperos.

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

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A Guatemala não é um país pobre. Não quando comparado com outros países com que trabalho. Trabalhamos. Ali se observa o chamado “paradoxo da nutrição”. Investimento em massa nas últimas décadas. Governos consecutivos, ONGs e organizações internacionais. Programas armados e orientados por muitos.

A Rússia de Kathie Guroff

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Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.

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