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2025 – O ano da mulher selvagem

2025 – O ano da mulher selvagem

A mulher selvagem tomou a minha vida de assalto ou, pelo menos, o meu instagram. Ainda bem, já era tempo de nos reencontrarmos. Todos nos cruzámos com ela, pelo menos uma vez na vida. Espero bem que sim. Demos por ter entrado no café, pelo qualquer coisa na voz ou na cadência da passada que nos fez instintivamente voltar a cabeça na sua direcção. [Texto de Marta Saraiva].

2025 – O ano da mulher selvagem

Entre Margens

Geração Esgotamento | Terminal 2

Enquanto cuspimos o pó e sacudimos o entulho da cabeça, vamos fazendo uma certa cartografia do caos para tentar, ao menos, perceber o que terá acontecido para tamanha implosão e evitar pirar de vez… Por fora, a vida segue, impassível. Por dentro, virou o mundo dos cogumelos mágicos. [Texto de Marta Saraiva].

2025 – O ano da mulher selvagem

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

2025 – O ano da mulher selvagem

Uma vida muito confortável

Talvez asneire sobre as eleições, os resultados das eleições ou as reacções a esses resultados. Talvez divague, ventile ou ressaque muito ao retardatário. Não escolhi ser portuguesa, e vejo nos desbragados ódios, orgulhos e lealdades nacionais inúteis coreografias de medo. Seria, no entanto, ingénuo até à idiotia negar que o sítio onde nascemos nos molda, e é demasiado evidente quanto o estado actual desse sítio nos prejudica a todos. Ou o quanto nos prejudicamos colectivamente.[Texto de Marta Saraiva]

2025 – O ano da mulher selvagem

Cristo Cachorro, versão 2024

Invejo de morte a paixão que os cartazes da Semana Santa de Sevilha conseguem despertar. Os sevilhanos importam-se com a sua cidade, as festas e com a imagem que o cartaz projecta, se bem que com o seu quê de possessivo, mas bem melhor que a apatia. Não fossem frases como “É absolutamente uma vergonha e uma aberração” e as missas de desagravo e o quadro cartaz deste ano teria passado ao lado.

2025 – O ano da mulher selvagem

“Não me detenhas” | O regresso das impertinentes (II)

Escrevo para perceber como sinto o mundo, essencialmente. Deve haver formas mais eficientes de organização mental, esta é a minha. Enquanto escrevia, fui-me dando conta do quão formatada fui para agir. Isso é bom, mas em épocas de mudança é preciso arriscar o não fazer, e observar. Foi isso que procurei propor na primeira parte: cultivar a atitude de observar o que herdámos e o que nos rodeia. (Marta Saraiva).

2025 – O ano da mulher selvagem

“Não me detenhas” | O regresso das impertinentes (I)

Pensava que não voltaria aqui tão cedo, mas continuo às voltas com o tema do lugar das mulheres na Igreja. Seria fácil assumir o papel de demolidora passiva, não propor nada, e mascarar a minha inércia com uma aparente e plácida ponderação. Fui bem-ensinada a desconfiar da afeição a temas difíceis, que acaba por nos domar e toldar o horizonte e, além disso, quem não quer marcar pontos de moderação nestes tempos desbragados? (Marta Saraiva)

Livres e ressuscitadas (II)

Mulheres impertinentes

Livres e ressuscitadas (II)

A etapa anterior da minha decantação espiritual terminou num trio de perguntas suspensas, e com o palpite de que há muitas mulheres em posições de liderança na Igreja. Além disso, andarão por aí muitas visionárias espirituais e serão, umas e outras, reconhecidas e elogiadas. No entanto, a irritação e a insatisfação persistem e é esse o ponto de partida deste troço.

2025 – O ano da mulher selvagem

2025 – O ano da mulher selvagem

A mulher selvagem tomou a minha vida de assalto ou, pelo menos, o meu instagram. Ainda bem, já era tempo de nos reencontrarmos. Todos nos cruzámos com ela, pelo menos uma vez na vida. Espero bem que sim. Demos por ter entrado no café, pelo qualquer coisa na voz ou na cadência da passada que nos fez instintivamente voltar a cabeça na sua direcção. [Texto de Marta Saraiva].

2025 – O ano da mulher selvagem

Entre Margens

Geração Esgotamento | Terminal 2

Enquanto cuspimos o pó e sacudimos o entulho da cabeça, vamos fazendo uma certa cartografia do caos para tentar, ao menos, perceber o que terá acontecido para tamanha implosão e evitar pirar de vez… Por fora, a vida segue, impassível. Por dentro, virou o mundo dos cogumelos mágicos. [Texto de Marta Saraiva].

2025 – O ano da mulher selvagem

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

2025 – O ano da mulher selvagem

Uma vida muito confortável

Talvez asneire sobre as eleições, os resultados das eleições ou as reacções a esses resultados. Talvez divague, ventile ou ressaque muito ao retardatário. Não escolhi ser portuguesa, e vejo nos desbragados ódios, orgulhos e lealdades nacionais inúteis coreografias de medo. Seria, no entanto, ingénuo até à idiotia negar que o sítio onde nascemos nos molda, e é demasiado evidente quanto o estado actual desse sítio nos prejudica a todos. Ou o quanto nos prejudicamos colectivamente.[Texto de Marta Saraiva]

2025 – O ano da mulher selvagem

Cristo Cachorro, versão 2024

Invejo de morte a paixão que os cartazes da Semana Santa de Sevilha conseguem despertar. Os sevilhanos importam-se com a sua cidade, as festas e com a imagem que o cartaz projecta, se bem que com o seu quê de possessivo, mas bem melhor que a apatia. Não fossem frases como “É absolutamente uma vergonha e uma aberração” e as missas de desagravo e o quadro cartaz deste ano teria passado ao lado.

2025 – O ano da mulher selvagem

“Não me detenhas” | O regresso das impertinentes (II)

Escrevo para perceber como sinto o mundo, essencialmente. Deve haver formas mais eficientes de organização mental, esta é a minha. Enquanto escrevia, fui-me dando conta do quão formatada fui para agir. Isso é bom, mas em épocas de mudança é preciso arriscar o não fazer, e observar. Foi isso que procurei propor na primeira parte: cultivar a atitude de observar o que herdámos e o que nos rodeia. (Marta Saraiva).

2025 – O ano da mulher selvagem

“Não me detenhas” | O regresso das impertinentes (I)

Pensava que não voltaria aqui tão cedo, mas continuo às voltas com o tema do lugar das mulheres na Igreja. Seria fácil assumir o papel de demolidora passiva, não propor nada, e mascarar a minha inércia com uma aparente e plácida ponderação. Fui bem-ensinada a desconfiar da afeição a temas difíceis, que acaba por nos domar e toldar o horizonte e, além disso, quem não quer marcar pontos de moderação nestes tempos desbragados? (Marta Saraiva)

Livres e ressuscitadas (II)

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Livres e ressuscitadas (II)

A etapa anterior da minha decantação espiritual terminou num trio de perguntas suspensas, e com o palpite de que há muitas mulheres em posições de liderança na Igreja. Além disso, andarão por aí muitas visionárias espirituais e serão, umas e outras, reconhecidas e elogiadas. No entanto, a irritação e a insatisfação persistem e é esse o ponto de partida deste troço.

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
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Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
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O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

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