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Um Lugar

[Entre Margens]

Um Lugar

No caso português, e para sermos fiéis ao que “vemos, ouvimos e lemos”, este casal (José e Maria) estaria preso na burocracia de instituições do Estado completamente disfuncionais e insensíveis. Constatamos que se implementa legislação que, de uma forma deliberada, demonstra que este país é bem seletivo ao decidir quem acolhe, a quem garante “um lugar”. [Texto de Teresa Vasconcelos].

Natal sem o Deus o Menino

[Entre Margens]

Natal sem o Deus o Menino

Há um silêncio curioso quando se entra numa casa enfeitada para o Natal e não se encontra o presépio. As luzinhas piscam com entusiasmo, o pinheiro ergue-se como um altar laico, as renas sorriem em acrílico e o Pai Natal, sempre de bochechas rosadas e riso pronto, ocupa o centro do cenário. Falta, porém, algo que não faz barulho: o Deus Menino. [Texto de frei Pedro Mangana]

Regresso ao Natal

[Entre Margens]

Regresso ao Natal

Aos cinco anos, a minha filha viveu consciente o seu primeiro Natal. Consciente, porque foi o Natal em que fez perguntas recorrentes sobre essa data festiva. A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi o movimento crescente no comércio. Nesse dia fui surpreendida pela sua aguçada atenção ao que se passava em redor: – Mamã, porque estão as pessoas a comprar tantos presentes? [Texto de Aldora Amaral].

Em busca do rosto de Deus

[Entre Margens]

Em busca do rosto de Deus

Embora se passe um pouco por toda a Europa, incluindo Portugal, é no coração do continente onde é mais visível a acelerada descristianização das sociedades. Uma realidade que se impõe, se estranha e se lamenta, como se algo de essencial estivesse a desaparecer sem que consigamos impedi-lo. As celebrações de Natal são agora, muitas delas, rebatizadas como “festas de inverno”. Desaparece o sentido da Pessoa que as sustenta, esse Menino profundamente pobre, marginal e desvalido que depositou a sua confiança em nós. [Texto de Dina Matos Ferreira].

Regresso ao Natal

[Entre Margens]

Meu filho, Meu Milagre

Sentei-me naquele trono, vestido de vermelho. As barbas brancas apertavam-me a face em demasia. Olhei à volta pela primeira vez, na pele de outro. Era estranho. O que tinha começado com um simples gesto de cuidado transformara-se num território ainda vazio de significado. Alguma coisa me ultrapassava e eu deixava. Valores maiores têm esse condão, o de nos deixar sem chão. [Texto de Aldora Amaral].

Regresso ao Natal

[Entre Margens]

Dádiva dos Céus

O dia da consoada chegou. A casa estava decorada de forma simples, mas cuidada. Este ano optámos pelas cores mais tradicionais: os vermelhos, os verdes e os dourados. A árvore de Natal estava linda, com a base recheada de pinhas, douradas por Laurinha, e uma caixa onde os presentes se iriam acumular. [Texto de Aldora Amaral].

A mentira do Natal pagão

[Entre Margens]

A mentira do Natal pagão

Quando nos aproximamos da época natalícia, multiplicam-se os artigos de opinião, as peças jornalísticas e até vídeos e publicações de militância religiosa que repetem a mesma afirmação: o Natal é uma festa de origem pagã, uma cristianização tardia de festivais romanos como as Saturnais ou o Sol Invictus. A ideia é antiga na cultura popular – mas surpreendentemente recente na historiografia. [Texto António Madaleno].

Um Lugar

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No caso português, e para sermos fiéis ao que “vemos, ouvimos e lemos”, este casal (José e Maria) estaria preso na burocracia de instituições do Estado completamente disfuncionais e insensíveis. Constatamos que se implementa legislação que, de uma forma deliberada, demonstra que este país é bem seletivo ao decidir quem acolhe, a quem garante “um lugar”. [Texto de Teresa Vasconcelos].

Natal sem o Deus o Menino

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Há um silêncio curioso quando se entra numa casa enfeitada para o Natal e não se encontra o presépio. As luzinhas piscam com entusiasmo, o pinheiro ergue-se como um altar laico, as renas sorriem em acrílico e o Pai Natal, sempre de bochechas rosadas e riso pronto, ocupa o centro do cenário. Falta, porém, algo que não faz barulho: o Deus Menino. [Texto de frei Pedro Mangana]

Regresso ao Natal

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Regresso ao Natal

Aos cinco anos, a minha filha viveu consciente o seu primeiro Natal. Consciente, porque foi o Natal em que fez perguntas recorrentes sobre essa data festiva. A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi o movimento crescente no comércio. Nesse dia fui surpreendida pela sua aguçada atenção ao que se passava em redor: – Mamã, porque estão as pessoas a comprar tantos presentes? [Texto de Aldora Amaral].

Em busca do rosto de Deus

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Embora se passe um pouco por toda a Europa, incluindo Portugal, é no coração do continente onde é mais visível a acelerada descristianização das sociedades. Uma realidade que se impõe, se estranha e se lamenta, como se algo de essencial estivesse a desaparecer sem que consigamos impedi-lo. As celebrações de Natal são agora, muitas delas, rebatizadas como “festas de inverno”. Desaparece o sentido da Pessoa que as sustenta, esse Menino profundamente pobre, marginal e desvalido que depositou a sua confiança em nós. [Texto de Dina Matos Ferreira].

Regresso ao Natal

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Sentei-me naquele trono, vestido de vermelho. As barbas brancas apertavam-me a face em demasia. Olhei à volta pela primeira vez, na pele de outro. Era estranho. O que tinha começado com um simples gesto de cuidado transformara-se num território ainda vazio de significado. Alguma coisa me ultrapassava e eu deixava. Valores maiores têm esse condão, o de nos deixar sem chão. [Texto de Aldora Amaral].

Regresso ao Natal

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O dia da consoada chegou. A casa estava decorada de forma simples, mas cuidada. Este ano optámos pelas cores mais tradicionais: os vermelhos, os verdes e os dourados. A árvore de Natal estava linda, com a base recheada de pinhas, douradas por Laurinha, e uma caixa onde os presentes se iriam acumular. [Texto de Aldora Amaral].

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Quando nos aproximamos da época natalícia, multiplicam-se os artigos de opinião, as peças jornalísticas e até vídeos e publicações de militância religiosa que repetem a mesma afirmação: o Natal é uma festa de origem pagã, uma cristianização tardia de festivais romanos como as Saturnais ou o Sol Invictus. A ideia é antiga na cultura popular – mas surpreendentemente recente na historiografia. [Texto António Madaleno].

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Jesus salva-nos de nós mesmos

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Walter Osswald (1928-2026): um homem sólido, um grande coração

In Memoriam

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