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O Mercado e o Templo (11): Amor às pessoas do mundo é a “arte de negociar”

O Mercado e o Templo (11): Amor às pessoas do mundo é a “arte de negociar”

Comércio virtuoso e de sucesso é o de quem trabalha por dinheiro e, simultaneamente, por vocação. As duas coisas juntas. A riqueza, como a felicidade, chega procurando (também) outra coisa. É exemplar a criação de relações que tornou grande o toscano Francesco Datini. Pessimismo, cinismo, inveja e desconfiança são os grandes vícios capitais da empresa.

O Mercado e o Templo (9): A infinita controvérsia que opõe o honesto e o útil

O Mercado e o Templo (9): A infinita controvérsia que opõe o honesto e o útil

As informações detidas por quem comercializa são a base de uma decisiva e ambígua capacidade de antecipar o futuro. Serão os mercadores enganadores e desonestos? Este é o nono dos textos da série “O Mercado e o Templo”, escritos por Luigino Bruni, que o 7MARGENS publica todas as quartas-feiras e sábados.

O Mercado e o Templo (7): Quando o débito público era uma questão de dom

O Mercado e o Templo (7): Quando o débito público era uma questão de dom

Se queremos compreender como se desenvolveu a ética económica na cristandade medieval e, depois, no capitalismo, temos de procurar mover-nos na sua radical ambivalência, partindo da primeira teologia cristã. As diversas conceções medievais, o debate que delas brotou e a questão que hoje se coloca (não só) à Europa.

O Mercado e o Templo (6): E, entre Judas e Madalena, nasceu a economia europeia

O Mercado e o Templo (6): E, entre Judas e Madalena, nasceu a economia europeia

O “ecónomo-traidor” torna-se imagem de quem vende para ganhar, de todo o comércio torpe; e a Maria, que une três diferentes mulheres dos Evangelhos, símbolo do desperdício piedoso para o culto para o bem comum. A desvalorização do trabalho e do mercado, fruto das culturas arcaicas e greco-romana e de erradas “ideias teológicas”.

O Mercado e o Templo (4): O tempo é bem comum, mas esquecemo-lo

O Mercado e o Templo (4): O tempo é bem comum, mas esquecemo-lo

Começámos a vender e a comprar tempo quando, no discurso religioso, entrou o Purgatório e, com ele, o negócio sobre tempo dos mortos e, portanto, também dos vivos. Vemos bem os efeitos da destruição do tempo na questão ambiental onde se faz destruição de futuro numa economia toda jogada no presente. No humanismo bíblico, há o Shabbat; no entanto, todos os dias são de Deus; depois, veio o “tempo misto”; e hoje…

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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