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Confissões religiosas propõem “roteiro para a paz” na República Democrática do Congo

Um plano com quatro etapas

Confissões religiosas propõem “roteiro para a paz” na República Democrática do Congo

Os representantes das principais confissões religiosas presentes na República Democrática do Congo (RDC) uniram esforços e apresentaram esta semana o seu “roteiro para a paz” no país que é assolado por conflitos armados há já mais de 30 anos. Estruturado em quatro etapas, o plano é fruto de inúmeras reuniões entre os líderes religiosos, mas também com o gabinete do Presidente da República, e aguarda agora a aprovação do chefe de Estado para que possa ser implementado o mais brevemente possível.

Igrejas cristãs prosseguem esforços para restaurar paz no Congo

Com crise humanitária a agravar-se

Igrejas cristãs prosseguem esforços para restaurar paz no Congo

No meio da violência em curso, que já fez perto de oito milhões de deslocados internos, uma delegação conjunta da Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO) e da Igreja de Cristo no Congo (ECC) está a realizar encontros de alto nível para envolver todas as partes no seu “Pacto Social para a Paz e a Coexistência na República Democrática do Congo e na Região dos Grandes Lagos”. O documento foi assinado em janeiro, e as Igrejas não desistem de levá-lo à prática.

No Congo, católicos e protestantes unem-se para rezar e trabalhar pela paz

Missionário comboniano ao 7MARGENS

No Congo, católicos e protestantes unem-se para rezar e trabalhar pela paz

Com o movimento rebelde tutsi conhecido como M23 a continuar a avançar rumo à capital congolesa, “a população está a sofrer, sem ter para onde fugir e com muito medo do que ainda irá acontecer”, conta ao 7MARGENS o missionário comboniano Lwanga Kakule, a partir daquela cidade. Mas no meio deste cenário aterrador, há algo positivo, revela o religioso: “a Igreja Católica uniu-se à Igreja Protestante para procurar soluções e apresentar propostas aos políticos para que não haja mais sangue”. E essa união parece estar a dar frutos.

“Fugir de novo para ir para onde?”: o desespero de 2,5 milhões de deslocados na RD Congo

Bispo de Goma denuncia

“Fugir de novo para ir para onde?”: o desespero de 2,5 milhões de deslocados na RD Congo

A situação “é catastrófica”, alerta o bispo de Goma, capital da província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), que acaba de ser tomada pelo grupo armado M23. Com “mais de dois milhões e meio de deslocados internos por causa da guerra em torno da cidade de Goma” e com as fronteiras do Ruanda fechadas, Willy Ngumbi fala do drama vivido pela população desorientada: “Fugir de novo para ir para onde?”, interroga-se.

Extração de cobalto e cobre desaloja comunidades inteiras na República Democrática do Congo

Amnistia Internacional denuncia

Extração de cobalto e cobre desaloja comunidades inteiras na República Democrática do Congo

A extração industrial de cobalto e cobre para baterias recarregáveis está a conduzir à expulsão forçada de comunidades inteiras e a graves violações dos direitos humanos na República Democrática do Congo (RDC), denuncia a Amnistia Internacional num relatório divulgado esta terça-feira, 11 de setembro, e enviado ao 7MARGENS. Além das  ameaças ou intimidações à população para que abandone as suas casas, o documento inclui testemunhos fortes de casos de violência sexual, fogo posto e espancamento.

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