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Obscenidades e terapia em “vidas cantadas”

[Moçambique, margem Sul]

Obscenidades e terapia em “vidas cantadas”

Luís Loforte publicou a obra Vidas Cantadas – um legado de Samora Machel (um olhar sobre as canções de trabalho). Trata-se de um majestoso registo, no qual transcreve e interpreta canções de e no trabalho, mas também canções que cantam vidas e o quotidiano; algumas vezes contrapondo a sociedade moçambicana à portuguesa. Fê-lo como uma demanda social, preenchendo um vazio que ainda se faz sentir em Moçambique.

Três diálogos necessários (e outros tantos) sobre pacientar e amarrar capulana

[Moçambique, margem Sul]

Três diálogos necessários (e outros tantos) sobre pacientar e amarrar capulana

Pacientar é um neologismo muito utilizado em Moçambique. Não carece de explicação, porque a sua composição é esclarecedora. Este, em alguns meios que explicarei mais adiante, funciona em paridade com a expressão amarrar capulana. Esta última expressão, paradoxalmente ambígua, nuns contextos significa recato (para a mulher) ou seja, não atiçar “os apetites” dos homens para uma relação sexual. (Sara Jona Laisse)

“Os sete saberes para a educação do futuro”: os legados de Luís Bernardo Honwana

[Moçambique, margem Sul]

“Os sete saberes para a educação do futuro”: os legados de Luís Bernardo Honwana

Foi-me incumbida a missão de fazer um depoimento em homenagem a Luís Bernardo Honwana (LBH), figura renomada e importante da história social e cultural de Moçambique. Renomada pela mensagem que a sua obra deixa para gerações de tempos diferentes e pelo seu papel de escritor no que concerne à veiculação das suas ideias, consentâneas com as de uma maioria na sociedade, difundindo a causa da dignidade humana.

Ombros sedutores? “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”

Ombros sedutores? “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”

Um texto a propósito de algumas atitudes pouco abonatórias adoptadas como política ou como procedimento em algumas instituições moçambicanas. Refiro-me ao preconceito de que os ombros das mulheres são sedutores e que os seus cabelos, quanto menos naturais, melhor. Ainda não me fiz entender, eu sei.

Ombros sedutores? “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”

Lobolo: vender, usurpar, compensar ou pagar propina?

O termo lobolo é uma palavra de origem tsonga e equivale à palavra dote. Lobolar é um neologismo construído a partir da palavra tsonga kulovola, acrescentada da terminação verbal “ar”, da língua portuguesa. Expliquei, num texto meu no 7MARGENS, que lobolo de mulher, em tempos antigos, correspondia à entrega de uma noiva à família do seu noivo, num evento no qual as famílias partilhavam carinho entre si. Esse carinho era traduzido, simbolicamente, em bens – daquilo que melhor produziam – que ambos permutavam.

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Dilma, minha aluna, apareceu muito sonolenta numa aula de segunda-feira. Achei muito estranho, por ela ser, normalmente, activa e inquieta. Nesse dia, não fez perguntas e não comentou as intervenções dos colegas. Limitou-se a ouvir e a tomar apontamentos.

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Ventos, baladas e canções do matrimónio

Tive que escrever um texto sobre Balada de Amor ao Vento, o primeiro romance da primeira romancista moçambicana, Paulina Chiziane. Folheando o livro, encontrei algumas anotações feitas, há algum tempo. Tenho o hábito de borrar nos meus livros, com os pensamentos que me ocorrem, no momento da leitura.

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Performance, expressões, palavras: rituais do acto de contar

A minha avó contou-me que a literatura existe em todos os momentos da vida de um bantu. Eu explico. Embora sejam vastas e sempre inacabadas as discussões sobre o que é literatura, há sempre delimitações possíveis ou básicas, para referir o campo abrangido pelo objecto e compreender, de algum modo, a dimensão do seu alcance.

Obscenidades e terapia em “vidas cantadas”

[Moçambique, margem Sul]

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

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