AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

A gente passa a vida com vergonha da gente

Eu quero pegar no livro – aquele que trago na mala onde escondi o cubo mágico – para ler, mas a sala de espera tem ecrãs que estridulam a cada chamada de número de senha. O meu avô sabia fechar os sentidos quando lia, eu nunca aprendi. O casal conversa sobre coisas banais, num tom de voz ainda mais perturbador do que o barulho vindo dos vídeos que a mulher do lado oposto vê no telemóvel. [Texto de Ana Sofia Brito].

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

A idade da turbulência (8): Seis passos para a mudança

A idade da turbulência (8): Seis passos para a mudança

Fazer trabalho voluntário, com o espírito de contribuir para o bem dos outros. Há evidência de que ser solidário, sentir-se útil, permite colocar mais facilmente os nossos problemas em perspetiva e relativizá-los. Sentir que se está a ajudar a vida de outras pessoas faz-nos sentir melhores e aumenta a sensação de bem-estar, o que por sua vez é um reforço positivo para a manutenção do comportamento. [Texto de Helena Fonseca]

A gente passa a vida com vergonha da gente

Eu e o psiquiatra

Acordei como acordo sempre. Perdida no espaço. Até que ao fim de dez longos segundos reconheço o meu quarto. O despertador tocou cinco vezes, às quais não obedeci por incapacidade física, pesa-me o corpo todo, chega a ser dor. A dor passa ao fim de cinco minutos. Pego no caderno que está debaixo da almofada, a caneta, anoto o sonho.

Silêncio, Tempo e Discrição

Silêncio, Tempo e Discrição

Estando, anteontem, a preparar a minha intervenção numas Jornadas, dei por mim a fazer, em certo ponto, uma pequena descrição, que dizia mais ou menos assim – Vivemos num mundo sem silêncio, sem persistência, sem discrição, assente na exibição, com muito má relação com o esforço, sem capacidade de adiamento da gratificação e com procura sistemática de soluções mágicas. [Texto de Margarida Cordo]

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

A gente passa a vida com vergonha da gente

Eu quero pegar no livro – aquele que trago na mala onde escondi o cubo mágico – para ler, mas a sala de espera tem ecrãs que estridulam a cada chamada de número de senha. O meu avô sabia fechar os sentidos quando lia, eu nunca aprendi. O casal conversa sobre coisas banais, num tom de voz ainda mais perturbador do que o barulho vindo dos vídeos que a mulher do lado oposto vê no telemóvel. [Texto de Ana Sofia Brito].

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

A idade da turbulência (8): Seis passos para a mudança

A idade da turbulência (8): Seis passos para a mudança

Fazer trabalho voluntário, com o espírito de contribuir para o bem dos outros. Há evidência de que ser solidário, sentir-se útil, permite colocar mais facilmente os nossos problemas em perspetiva e relativizá-los. Sentir que se está a ajudar a vida de outras pessoas faz-nos sentir melhores e aumenta a sensação de bem-estar, o que por sua vez é um reforço positivo para a manutenção do comportamento. [Texto de Helena Fonseca]

A gente passa a vida com vergonha da gente

Eu e o psiquiatra

Acordei como acordo sempre. Perdida no espaço. Até que ao fim de dez longos segundos reconheço o meu quarto. O despertador tocou cinco vezes, às quais não obedeci por incapacidade física, pesa-me o corpo todo, chega a ser dor. A dor passa ao fim de cinco minutos. Pego no caderno que está debaixo da almofada, a caneta, anoto o sonho.

Silêncio, Tempo e Discrição

Silêncio, Tempo e Discrição

Estando, anteontem, a preparar a minha intervenção numas Jornadas, dei por mim a fazer, em certo ponto, uma pequena descrição, que dizia mais ou menos assim – Vivemos num mundo sem silêncio, sem persistência, sem discrição, assente na exibição, com muito má relação com o esforço, sem capacidade de adiamento da gratificação e com procura sistemática de soluções mágicas. [Texto de Margarida Cordo]

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Tinha 73 anos

[Olhar de teóloga]

Tinha 73 anos novidade

Decidi que, sempre que, infelizmente, escrever sobre o suicídio de um padre, vou intitular o artigo com a idade daquele que não encontrou outra saída.
Bernard Card, da diocese de Dijon, em França, suicidou-se na casa paroquial. Ao que parece, era um padre activo, envolvido em várias atividades diocesanas e de trato fácil e próximo. [Texto de Cristina Inogés Sanz]

Menos grelhas para preencher, mais pensamento em conjunto? O desafio da colaboração nas escolas

[Entre o quadro e o mundo (32)]

Menos grelhas para preencher, mais pensamento em conjunto? O desafio da colaboração nas escolas novidade

Ter reuniões marcadas, tempo reservado nos horários e instrumentos para registar o trabalho conjunto não significa necessariamente que exista colaboração entre professores. No novo episódio do podcast “Entre o Quadro e o Mundo”, Luís Francisco Marques questiona uma escola cada vez mais capaz de organizar e medir o que é feito por todos, mas nem sempre capaz de criar uma cultura em que os professores pensem verdadeiramente em conjunto.

Pai Telmo: homem de testemunho eloquente

Evocação

Pai Telmo: homem de testemunho eloquente novidade

A morte e a noite caíram sobre nós demasiado depressa com a notícia do falecimento de Pai Telmo. Os seus 100 anos foram um sopro veloz que não deixou ninguém indiferente e a sua dedicação à Igreja dos mais pobres uma brisa que suavizou muitas dores. [Texto de padre José Alfredo].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.