Há mais de 500 anos, Portugal expulsou milhares de judeus do seu território e obrigou os que ficaram a converter-se à força ao catolicismo. Perseguiu-os e torturou-os. Em 2013, uma lei de reparação histórica aprovada por unanimidade veio conceder a todos os descendentes de judeus que viviam na Sefarad (termo hebraico para Península Ibérica), os chamados sefarditas, a possibilidade de obterem a nacionalidade portuguesa. Desde 2015, altura em que a lei entrou em vigor, já foram 62.000 os candidatos. É necessário comprovarem a hereditariedade, num processo que custa tempo e dinheiro, e que em breve poderá tornar-se mais complexo, na sequência das alterações à lei que o PS pretende implementar. Muitos se têm insurgido contra estas mudanças, nomeadamente as Comunidades Israelitas de Lisboa e do Porto, e também inúmeras personalidades no interior do próprio PS. Mas o que leva afinal os descendentes destes judeus, que aqui foram tão mal tratados, a quererem ser portugueses?






