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A sala vermelha

[Sete Partidas]

A sala vermelha

É sempre uma incógnita. Ao marcar o código da porta nunca sei como vão correr aquelas conversas. Trata-se de doença, de prosseguir ou não com o diagnóstico. De limitação de cuidados. De morte. Mas também de qualidade de vida, de controlo de sintomas, de acompanhamento, de aceitação. [Texto de Inês Patrício, Berlim]

O ecumenismo ao pé da porta

[Sete Partidas]

O ecumenismo ao pé da porta

Não posso negar que as primeiras impressões de viver no centro da Europa foram desoladoras no que diz respeito à vivência da fé. O espírito comunitário é anémico; a privatização da fé é dominante; e a tolerância, tantas vezes celebrada, significa mais relativismo do que verdadeira aceitação das diferenças – essa que exige troca, proximidade e envolvimento, o que aqui muitas vezes não passa de uma miragem. [Texto de Dina Matos Ferreira].

A posição e a função

[Sete Partidas]

A posição e a função

Uma posição abriu. Uma pessoa candidata-se a uma posição. A pessoa tem uma posição. A pessoa quer subir de posição. Esta é uma nomenclatura que não existiu na minha infância. Os adultos tinham um trabalho. No trabalho trabalhavam. Os pais tentavam ir aproximando-se de casa, mudando o local de trabalho, de escola no caso. O trabalho era necessário, nem sempre agradável, mas estruturador da vida e da sociedade. [Texto de Inês Patrício].

O que é preciso é ter saúdinha…

Sete Partidas

O que é preciso é ter saúdinha…

Ontem de manhã fui à ginecologista para uma consulta de rotina. O consultório tem um ambiente muito cuidado, com móveis caros e obras de arte nas paredes, mas as assistentes irritam-me sempre, porque atendem as pessoas de forma mecânica, antipática e arrogante, dão ordens secas, não fazem um único sorriso. [Texto de Helena Araújo, Berlim].

Eficiência e ócio

Sete Partidas

Eficiência e ócio

Uma música instrumental. Ou sem música nenhuma. Talvez apenas uma parte de música que só toca dentro de mim. Deitada a olhar para o teto. Deitada a olhar para a copa de enormes árvores, melhor. Sentada numa sala à espera, sem janelas. Pode ser. Dá. Mais saboroso é a olhar uma vista bonita, parada. [Texto de Inês Patrício].

Harmonia polifónica germano-turca em Berlim

Sete Partidas

Harmonia polifónica germano-turca em Berlim

Há duas semanas, houve em Berlim um concerto de enorme importância simbólica: HeimatDIALOG. Um projecto conjunto do meu coro Bancanta e do coro do Conservatório de Música Turca, de Berlin-Kreuzberg, combinando músicas da cultura ocidental e da cultura turca. [Texto de Helena Araújo].’

Só Senhores

Só Senhores

Estávamos a falar de Alá, a andar de bicicleta. Do pouco que sei. Ela perguntou, nos seus curiosos 6 anos: Mãe, porque é que não há mulheres como Jesus, Alá e Buda? Porque é que são só senhores? Uma interrupção no caminho não deu hipótese a uma resposta. Fiquei à procura de uma, justa, mas não arrasadora, para voltar à conversa. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

A sala vermelha

[Sete Partidas]

A sala vermelha

É sempre uma incógnita. Ao marcar o código da porta nunca sei como vão correr aquelas conversas. Trata-se de doença, de prosseguir ou não com o diagnóstico. De limitação de cuidados. De morte. Mas também de qualidade de vida, de controlo de sintomas, de acompanhamento, de aceitação. [Texto de Inês Patrício, Berlim]

O ecumenismo ao pé da porta

[Sete Partidas]

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Não posso negar que as primeiras impressões de viver no centro da Europa foram desoladoras no que diz respeito à vivência da fé. O espírito comunitário é anémico; a privatização da fé é dominante; e a tolerância, tantas vezes celebrada, significa mais relativismo do que verdadeira aceitação das diferenças – essa que exige troca, proximidade e envolvimento, o que aqui muitas vezes não passa de uma miragem. [Texto de Dina Matos Ferreira].

A posição e a função

[Sete Partidas]

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Uma posição abriu. Uma pessoa candidata-se a uma posição. A pessoa tem uma posição. A pessoa quer subir de posição. Esta é uma nomenclatura que não existiu na minha infância. Os adultos tinham um trabalho. No trabalho trabalhavam. Os pais tentavam ir aproximando-se de casa, mudando o local de trabalho, de escola no caso. O trabalho era necessário, nem sempre agradável, mas estruturador da vida e da sociedade. [Texto de Inês Patrício].

O que é preciso é ter saúdinha…

Sete Partidas

O que é preciso é ter saúdinha…

Ontem de manhã fui à ginecologista para uma consulta de rotina. O consultório tem um ambiente muito cuidado, com móveis caros e obras de arte nas paredes, mas as assistentes irritam-me sempre, porque atendem as pessoas de forma mecânica, antipática e arrogante, dão ordens secas, não fazem um único sorriso. [Texto de Helena Araújo, Berlim].

Eficiência e ócio

Sete Partidas

Eficiência e ócio

Uma música instrumental. Ou sem música nenhuma. Talvez apenas uma parte de música que só toca dentro de mim. Deitada a olhar para o teto. Deitada a olhar para a copa de enormes árvores, melhor. Sentada numa sala à espera, sem janelas. Pode ser. Dá. Mais saboroso é a olhar uma vista bonita, parada. [Texto de Inês Patrício].

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Há duas semanas, houve em Berlim um concerto de enorme importância simbólica: HeimatDIALOG. Um projecto conjunto do meu coro Bancanta e do coro do Conservatório de Música Turca, de Berlin-Kreuzberg, combinando músicas da cultura ocidental e da cultura turca. [Texto de Helena Araújo].’

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Estávamos a falar de Alá, a andar de bicicleta. Do pouco que sei. Ela perguntou, nos seus curiosos 6 anos: Mãe, porque é que não há mulheres como Jesus, Alá e Buda? Porque é que são só senhores? Uma interrupção no caminho não deu hipótese a uma resposta. Fiquei à procura de uma, justa, mas não arrasadora, para voltar à conversa. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

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