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Contar e escutar histórias pode salvar o mundo?

Escritor Colum McCann

Contar e escutar histórias pode salvar o mundo?

Nesta era, à medida que as ruturas se multiplicam, a essência fundamental da reparação é o facto de precisarmos de nos conhecermos uns aos outros. Para nos conhecermos uns aos outros, precisamos de ouvir, precisamos de comunicar. Depois de ouvir, precisamos de compreender. Então, com respeito, alegria e coragem, podemos começar a iniciar a mudança.

Tempos muito perigosos

Tempos muito perigosos

“Exorto-vos a todos a viver este tempo forte de Natal com uma oração vigilante e uma esperança ardente”, sendo um “tempo de graça, irradiando a alegria que é fruto do encontro com Jesus” – acaba de proclamar o Papa Francisco. Mas acastelam-se nuvens negras no horizonte e o apelo é mais necessário que nunca. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins].

“Da poluição mental”

“Da poluição mental”

“Da poluição mental”. Assim surge mencionada pelo Papa Francisco na Laudato si’ (n. 47) uma vertente da situação actual. Mas ele não a descreve, apenas a relaciona, de passagem, com o excesso de informação e de dados, ao lado de outros tipos de poluição: atmosférica, visual e acústica.

Mata-me, mãe

Mata-me, mãe

Tiago adorava a adrenalina de ser atropelado pelas ondas espumosas dos mares de bandeira vermelha. Poucos entenderão isto, à excepção dos surfistas. Como explicar a alguém a sensação de ser totalmente abalroado para um lugar centrífugo e sem ar, no qual os segundos parecem anos onde os pontos cardeais se invalidam? Como explicar a alguém que o limiar da morte é o lugar mais vital dos amantes de adrenalina, essa droga que brota das entranhas? É ao espreitar a morte que se descobre a vida.

Silêncio, Tempo e Discrição

Silêncio, Tempo e Discrição

Estando, anteontem, a preparar a minha intervenção numas Jornadas, dei por mim a fazer, em certo ponto, uma pequena descrição, que dizia mais ou menos assim – Vivemos num mundo sem silêncio, sem persistência, sem discrição, assente na exibição, com muito má relação com o esforço, sem capacidade de adiamento da gratificação e com procura sistemática de soluções mágicas. [Texto de Margarida Cordo]

Mata-me, mãe

As bolachas de água e sal da Vizinha Rita

A Vizinha Rita morreu e recebi a notícia nessa mesma noite quando estava já deitada. Por essa hora eu lia um texto genial do Três-Setes, livro de Eduardo Duarte, onde o protagonista é abordado pelos seus mortos numa noite assombrada.

A chateza de um mundo politicamente correcto

Nas margens da filosofia (LIX)

A chateza de um mundo politicamente correcto

Vivemos num mundo do politicamente correcto onde se aboliram determinados termos e em que domina uma permanente cautela em não fazer comparações e avaliações que possam ser consideradas ofensivas. Há temáticas tabus em que esse cuidado é relevante, nomeadamente no que se refere ao sexo, à cor da pele, à igualdade de género, à classe social, à diversidade de costumes, às diferenças étnicas. (Luísa Ribeiro Ferreira)

Humanizar a partir da educação integral

Humanizar a partir da educação integral

Neste artigo procurarei enunciar algumas ideias muito gerais acerca do que considero ser necessário para a humanização do Humano do ponto de vista da educação integral. Ou seja, para essa tarefa sempre inacabada de elevar o Humano à sua verdadeira dignidade, na liberdade e pela liberdade.

Contar e escutar histórias pode salvar o mundo?

Escritor Colum McCann

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Nesta era, à medida que as ruturas se multiplicam, a essência fundamental da reparação é o facto de precisarmos de nos conhecermos uns aos outros. Para nos conhecermos uns aos outros, precisamos de ouvir, precisamos de comunicar. Depois de ouvir, precisamos de compreender. Então, com respeito, alegria e coragem, podemos começar a iniciar a mudança.

Tempos muito perigosos

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“Exorto-vos a todos a viver este tempo forte de Natal com uma oração vigilante e uma esperança ardente”, sendo um “tempo de graça, irradiando a alegria que é fruto do encontro com Jesus” – acaba de proclamar o Papa Francisco. Mas acastelam-se nuvens negras no horizonte e o apelo é mais necessário que nunca. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins].

“Da poluição mental”

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“Da poluição mental”. Assim surge mencionada pelo Papa Francisco na Laudato si’ (n. 47) uma vertente da situação actual. Mas ele não a descreve, apenas a relaciona, de passagem, com o excesso de informação e de dados, ao lado de outros tipos de poluição: atmosférica, visual e acústica.

Mata-me, mãe

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Tiago adorava a adrenalina de ser atropelado pelas ondas espumosas dos mares de bandeira vermelha. Poucos entenderão isto, à excepção dos surfistas. Como explicar a alguém a sensação de ser totalmente abalroado para um lugar centrífugo e sem ar, no qual os segundos parecem anos onde os pontos cardeais se invalidam? Como explicar a alguém que o limiar da morte é o lugar mais vital dos amantes de adrenalina, essa droga que brota das entranhas? É ao espreitar a morte que se descobre a vida.

Silêncio, Tempo e Discrição

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Estando, anteontem, a preparar a minha intervenção numas Jornadas, dei por mim a fazer, em certo ponto, uma pequena descrição, que dizia mais ou menos assim – Vivemos num mundo sem silêncio, sem persistência, sem discrição, assente na exibição, com muito má relação com o esforço, sem capacidade de adiamento da gratificação e com procura sistemática de soluções mágicas. [Texto de Margarida Cordo]

Mata-me, mãe

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A Vizinha Rita morreu e recebi a notícia nessa mesma noite quando estava já deitada. Por essa hora eu lia um texto genial do Três-Setes, livro de Eduardo Duarte, onde o protagonista é abordado pelos seus mortos numa noite assombrada.

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Vivemos num mundo do politicamente correcto onde se aboliram determinados termos e em que domina uma permanente cautela em não fazer comparações e avaliações que possam ser consideradas ofensivas. Há temáticas tabus em que esse cuidado é relevante, nomeadamente no que se refere ao sexo, à cor da pele, à igualdade de género, à classe social, à diversidade de costumes, às diferenças étnicas. (Luísa Ribeiro Ferreira)

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