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De quem somos seguidores?

[Entre Margens]

De quem somos seguidores?

Há um ruído constante que atravessa o nosso tempo: o estalar dos dedos que clicam, a sucessão de imagens que brilham e se apagam, o rio de palavras que desliza nos ecrãs. Vivemos cercados por números que nos medem: quantos me seguem, quantos me escutam, quantos aprovam a minha existência com um gesto ligeiro. É a liturgia da visibilidade, celebrada diante de altares luminosos. [Texto de Pedro Mangana].

A cobardia do anonimato ou a proteção dos corajosos

A cobardia do anonimato ou a proteção dos corajosos

Nem sempre os momentos para nada são inúteis. Por vezes precisamos de parar, apanhar sol, tomar um café, olhar para o rio e, sem excessiva curiosidade, estar atentos ao que acontece à nossa volta. Aliás, não há momentos para nada, pois, mesmo que, aparentemente, sejam inúteis, são bons só porque são vividos e porque podem tornar-se inspiradores. [Texto Margarida Cordo].

O perigo do eminente Ministério da Verdade

O perigo do eminente Ministério da Verdade

Nunca a exigência de sentido crítico no cidadão comum foi tão elevada como a que precisamos para os tempos que se avizinham. Se existe livro que as pessoas mais precisam de ler neste momento é o romance Mil novecentos e oitenta e quatro de George Orwell e não pelos motivos que poderão estar a pensar. [Texto de Miguel Panão].

A cobardia do anonimato ou a proteção dos corajosos

Influenciadores ou a futilidade encantatória do espelho

Estou chocada. Apetece-me insistir nisto. O mundo dos influenciadores nunca foi um espaço digital por onde gostasse ou tivesse o hábito de deambular. Como há sempre uma “primeira” vez, lá fui eu um destes dias. Coloquei primeira entre aspas, pois, muito esporadicamente, já tinha ido cuscar algo específico, por mera curiosidade e para combater a minha iliteracia em matéria de algumas conversas. [Texto de Margarida Cordo]

As redes sociais e a degradação do espaço público

As redes sociais e a degradação do espaço público

Vivemos em sociedades em que a degradação do espaço público tende a acelerar a corrosão da democracia. Não deixa, infelizmente, de ser curioso que o que se passa nas redes sociais marque, por vezes, a agenda dos próprios media tradicionais. Aliás, são cada vez mais frequentes os programas, nomeadamente televisivos, que recorrem à participação através das redes sociais valorando simples “bitaites” como se de comentários sérios e informados se tratasse, muitas vezes sem verdadeiros critérios de filtragem.

“Verdade” e preconceito

“Verdade” e preconceito

Comecei por dizer que escrevo hoje como cidadã, académica e mãe. E é sobretudo como Mãe que me preocupa este tipo de ignorância, que atua não como natural ausência de saber, mas como espaço alternativo de construção e dogmatização de ‘verdades’ nascidas do preconceito (seja ele social, racial, étnico, de género, ou outro). Preocupa-me o papel que nós adultos temos na formação das opiniões e, sobretudo, na criação das lentes pelas quais os nossos filhos começam a ler o mundo.

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Há um ruído constante que atravessa o nosso tempo: o estalar dos dedos que clicam, a sucessão de imagens que brilham e se apagam, o rio de palavras que desliza nos ecrãs. Vivemos cercados por números que nos medem: quantos me seguem, quantos me escutam, quantos aprovam a minha existência com um gesto ligeiro. É a liturgia da visibilidade, celebrada diante de altares luminosos. [Texto de Pedro Mangana].

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Nem sempre os momentos para nada são inúteis. Por vezes precisamos de parar, apanhar sol, tomar um café, olhar para o rio e, sem excessiva curiosidade, estar atentos ao que acontece à nossa volta. Aliás, não há momentos para nada, pois, mesmo que, aparentemente, sejam inúteis, são bons só porque são vividos e porque podem tornar-se inspiradores. [Texto Margarida Cordo].

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Vivemos em sociedades em que a degradação do espaço público tende a acelerar a corrosão da democracia. Não deixa, infelizmente, de ser curioso que o que se passa nas redes sociais marque, por vezes, a agenda dos próprios media tradicionais. Aliás, são cada vez mais frequentes os programas, nomeadamente televisivos, que recorrem à participação através das redes sociais valorando simples “bitaites” como se de comentários sérios e informados se tratasse, muitas vezes sem verdadeiros critérios de filtragem.

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