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Filosofar é aprender a viver

[Nas margens da filosofia (LXVIII)]

Filosofar é aprender a viver

Na sequência do meu último texto no 7 margens, no qual recorri à tese de  Karl Jaspers, para quem filosofar é estar a caminho, lembro uma posição aparentemente contrária, defendida por Montaigne, um filósofo francês do século XVII, para quem “Filosofar é aprender a morrer.” [Texto de Luísa Ribeiro Ferreira].

O que quer fazer antes de morrer? Pense e escreva-o neste mural

Iniciativa no Porto

O que quer fazer antes de morrer? Pense e escreva-o neste mural

“Ler 1000 livros”; “Perdoar a minha mãe”; “Ganhar a Champions”; “Ver os meus netos crescerem”, “Ter uma 2ª oportunidade”. Estes foram alguns dos desejos deixados no mural colocado pela associação Compassio no Cemitério da Foz, no Porto, há dois anos. Desde esta quarta-feira e até ao próximo dia 12 de junho, um novo mural que convida a completar a frase “Antes de morrer, eu quero…” está no mesmo local, com o mesmo objetivo: “relembrar a finitude e a importância de aproveitar bem a vida”. 

Mata-me, mãe

Mata-me, mãe

Tiago adorava a adrenalina de ser atropelado pelas ondas espumosas dos mares de bandeira vermelha. Poucos entenderão isto, à excepção dos surfistas. Como explicar a alguém a sensação de ser totalmente abalroado para um lugar centrífugo e sem ar, no qual os segundos parecem anos onde os pontos cardeais se invalidam? Como explicar a alguém que o limiar da morte é o lugar mais vital dos amantes de adrenalina, essa droga que brota das entranhas? É ao espreitar a morte que se descobre a vida.

O mistério da vida é o Eu sou

O mistério da vida é o Eu sou

A vida é muito mais do que um mistério da objetividade, isto é, algo que possa ser compreendido apenas a partir da bioquímica ou qualquer outra abordagem dita objetiva.

A vida aconteceu lá atrás

A vida aconteceu lá atrás

Uma vez fui muito jovem e tive cabelos “rasta”, ali eu sonhei viajar o mundo sendo artista de rua. Mas sonhei com toda a minha personalidade enfiada no sonho – impulsiva, impaciente, inconsequente. Nessa totalidade era tão fácil realizar sonhos…

Requiem pelos vivos!

Requiem pelos vivos!

A vagem que morre contém dentro de si a vida. Mistério simples e profundo! Numa dimensão não meramente utilitária e material, o nosso ser está sempre em transformação. Ninguém sabe em absoluto a nossa origem, as transformações das origens imemoriais que sofremos para ser aquilo que somos hoje. E também não sabemos os devires que se seguirão. Este não-saber o que virá é precioso, pois nos poderá abrir para uma confiança fundamental, para o que torna possível a nossa demora no mundo, a relação com outrem.

Onde menos se espera, aí está Deus

Onde menos se espera, aí está Deus

Por vezes Deus descontrola as nossas continuidades, provoca roturas, para que possamos crescer, destruir em nós uma ideia de Deus que é sempre redutora e substituí-la pela abertura à vida, onde Deus se encontra total e misteriosamente. É Ele, o seu espírito, que nos mostra o nosso nada e é a partir do nosso nada que podemos intuir e abrir-nos à imensidão de Deus, também nas suas criaturas, todas elas.

Esperança: “Paixão pelo possível”

Ensaio

Esperança: “Paixão pelo possível”

Escutar, nomear, cuidar, paciência, acreditar, confiar, caminhar e aceitar a incerteza são elementos essenciais no desenho de uma possível matriz que nos possa aproximar de uma melhor compreensão do que possa ser a esperança e do que leva homens e mulheres a unirem-se em torno de uma ideia. A esperança é a paixão pelo possível – o que significa a possibilidade do radicalmente novo.

Filosofar é aprender a viver

[Nas margens da filosofia (LXVIII)]

Filosofar é aprender a viver

Na sequência do meu último texto no 7 margens, no qual recorri à tese de  Karl Jaspers, para quem filosofar é estar a caminho, lembro uma posição aparentemente contrária, defendida por Montaigne, um filósofo francês do século XVII, para quem “Filosofar é aprender a morrer.” [Texto de Luísa Ribeiro Ferreira].

O que quer fazer antes de morrer? Pense e escreva-o neste mural

Iniciativa no Porto

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“Ler 1000 livros”; “Perdoar a minha mãe”; “Ganhar a Champions”; “Ver os meus netos crescerem”, “Ter uma 2ª oportunidade”. Estes foram alguns dos desejos deixados no mural colocado pela associação Compassio no Cemitério da Foz, no Porto, há dois anos. Desde esta quarta-feira e até ao próximo dia 12 de junho, um novo mural que convida a completar a frase “Antes de morrer, eu quero…” está no mesmo local, com o mesmo objetivo: “relembrar a finitude e a importância de aproveitar bem a vida”. 

Mata-me, mãe

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Tiago adorava a adrenalina de ser atropelado pelas ondas espumosas dos mares de bandeira vermelha. Poucos entenderão isto, à excepção dos surfistas. Como explicar a alguém a sensação de ser totalmente abalroado para um lugar centrífugo e sem ar, no qual os segundos parecem anos onde os pontos cardeais se invalidam? Como explicar a alguém que o limiar da morte é o lugar mais vital dos amantes de adrenalina, essa droga que brota das entranhas? É ao espreitar a morte que se descobre a vida.

O mistério da vida é o Eu sou

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A vida é muito mais do que um mistério da objetividade, isto é, algo que possa ser compreendido apenas a partir da bioquímica ou qualquer outra abordagem dita objetiva.

A vida aconteceu lá atrás

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Uma vez fui muito jovem e tive cabelos “rasta”, ali eu sonhei viajar o mundo sendo artista de rua. Mas sonhei com toda a minha personalidade enfiada no sonho – impulsiva, impaciente, inconsequente. Nessa totalidade era tão fácil realizar sonhos…

Requiem pelos vivos!

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A vagem que morre contém dentro de si a vida. Mistério simples e profundo! Numa dimensão não meramente utilitária e material, o nosso ser está sempre em transformação. Ninguém sabe em absoluto a nossa origem, as transformações das origens imemoriais que sofremos para ser aquilo que somos hoje. E também não sabemos os devires que se seguirão. Este não-saber o que virá é precioso, pois nos poderá abrir para uma confiança fundamental, para o que torna possível a nossa demora no mundo, a relação com outrem.

Onde menos se espera, aí está Deus

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Por vezes Deus descontrola as nossas continuidades, provoca roturas, para que possamos crescer, destruir em nós uma ideia de Deus que é sempre redutora e substituí-la pela abertura à vida, onde Deus se encontra total e misteriosamente. É Ele, o seu espírito, que nos mostra o nosso nada e é a partir do nosso nada que podemos intuir e abrir-nos à imensidão de Deus, também nas suas criaturas, todas elas.

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Últimas Notícias

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Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

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O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

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