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Cinema do passado e com futuro

Curtas de Vila do Conde

Cinema do passado e com futuro

Num festival com mais Saudade do Futuro e menos virado ao passado – pese embora o cinema datado seja fundamental para o conhecimento e identidade de um país –, o Curtas resolveu, e bem, mostrar algumas películas da “arqueologia do cinema” produzidas no início do séc. XX e cujas cópias em diferentes formatos analógicos foram depositadas na Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema.

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Curtas de Vila do Conde

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Um silêncio gélido atravessou a sala quando começou Noite e Nevoeiro (1955), de Alain Resnais, cineasta, nome cimeiro do documentarismo mundial. As imagens traduzem o horror do extermínio nazi e uma voz off vai relatando a barbárie de milhões de judeus em Auschwitz e Majdanek. A guerra terminou em 1945, ou seja, 10 anos antes de Resnais produzir o filme e as imagens de rostos esqueléticos à beira da morte terem sido recolhidas pelos repórteres de guerra dos exércitos aliados após a libertação dos campos. E, no entanto, após a barbárie, será que o tempo varreu tudo e já só resta a memória?

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Cinema do passado e com futuro

Num festival com mais Saudade do Futuro e menos virado ao passado – pese embora o cinema datado seja fundamental para o conhecimento e identidade de um país –, o Curtas resolveu, e bem, mostrar algumas películas da “arqueologia do cinema” produzidas no início do séc. XX e cujas cópias em diferentes formatos analógicos foram depositadas na Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema.

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Curtas de Vila do Conde

“Um filme não é a reprodução de um lugar, mas a produção de um olhar”

Um silêncio gélido atravessou a sala quando começou Noite e Nevoeiro (1955), de Alain Resnais, cineasta, nome cimeiro do documentarismo mundial. As imagens traduzem o horror do extermínio nazi e uma voz off vai relatando a barbárie de milhões de judeus em Auschwitz e Majdanek. A guerra terminou em 1945, ou seja, 10 anos antes de Resnais produzir o filme e as imagens de rostos esqueléticos à beira da morte terem sido recolhidas pelos repórteres de guerra dos exércitos aliados após a libertação dos campos. E, no entanto, após a barbárie, será que o tempo varreu tudo e já só resta a memória?

Últimas Notícias

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Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

[Entre Margens]

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur novidade

Não sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].

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