Taizé reabre as portas aos jovens, mas com novas regras

| 3 Jun 20

Igreja da Reconciliação, em Taizé, durante uma das orações dos últimos dias, depois da reabertura para celebrações religiosas comunitárias em França. Foto © Communauté de Taizé.

 

A comunidade monástica e ecuménica de Taizé (Borgonha, sudeste de França) reabriu esta terça-feira as portas para acolher jovens dos 18 aos 28 anos que ali queiram passar um ou mais dias. Participar nas orações da comunidade e ajudar nas várias tarefas do dia-a-dia voltou a ser possível, mas “todos os que vêm a Taizé têm de aceitar respeitar as medidas de distância física, bem como as regras de higiene”, avançam os irmãos em comunicado.

A Igreja da Reconciliação e os locais de encontro têm agora marcações no chão que deverão ser seguidas e em todos os locais fechados é obrigatório o uso de máscara (exceto em dormitórios e quartos onde as pessoas que tenham viajado juntas serão alojadas). Os irmãos pedem ainda que seja mantida “uma distância constante de um metro entre as pessoas” e que todos os que tenham sintomas de doença se dirijam “o mais rapidamente possível ao ponto de primeiros socorros” da comunidade.

Até 14 de junho, com as fronteiras da União Europeia ainda encerradas, “a vertente internacional dos encontros em Taizé será menos visível”, mas a partir daí os irmãos esperam retomar aos poucos a normalidade.

Ressalvam, no entanto, que “o cumprimento por todos destas medidas sanitárias é essencial para que o acolhimento em Taizé possa permanecer aberto este Verão”.

Para os adultos com mais de 30 anos, que este ano não puderam visitar a comunidade em Abril e Maio, haverá a possibilidade de o fazerem entre 1 de novembro e 20 de dezembro.

 

“Seremos capazes de aproveitar este momento?”

A propósito da pandemia e do quinto aniversário de publicação Laudato Si’, o irmão Alois, prior da comunidade, sublinha que o apelo feito pelo Papa Francisco nessa encíclica “é hoje mais urgente do que nunca”.

Se por um lado “a crise criada pela pandemia de covid-19 destaca subitamente a vulnerabilidade da nossa casa comum”, por outro “o repentino confinamento de metade da população humana e as drásticas decisões de saúde tomadas em muitos países também mostraram que, perante a gravidade das questões, ainda era possível uma resposta política, social e económica”, afirma o irmão Alois, numa mensagem publicada no site da comunidade.

“Em Taizé, ficámos impressionados ao ver o empenho de tantos jovens na proteção do planeta. A esses jovens, gostaria de dizer: não percam coragem perante a lentidão e as hesitações que constatam”, apela, assumindo que a sua geração deve um pedido de desculpas por “ter negligenciado tanto essa responsabilidade”.

O prior de Taizé considera que os cristãos têm ainda “uma responsabilidade suplementar” na defesa do ambiente: “O planeta é um presente que Deus nos confia, a preocupação com a criação faz parte integrante da nossa fé”, justifica. E deixa o desafio: “Temos uma enorme oportunidade de nos perguntarmos sobre o futuro que queremos. Seremos capazes de aproveitar este momento?”.

 

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