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Um ano depois, talibãs governam em cliam de terror, denuncia a Amnistia Internacional. Foto © Amnistia Internacional

Denúncias da Amnistia

Talibãs cometem crimes de guerra e violam direito internacional

| 08/06/2023

Um ano depois, talibãs governam em cliam de terror, denuncia a Amnistia Internacional. Foto © Amnistia Internacional

Já em 2022, a Amnistia denunciava que os talibãs governavam em clima de terror. Nada mudou. Foto © Amnistia Internacional

 

A Amnistia Internacional (AI) veio denunciar uma longa lista de crimes de guerra e violações do direito internacional humanitário cometidos pelos talibãs, no poder no Afeganistão. 

Segundo esta organização de defesa dos direitos humanos, “após o regresso dos talibãs ao poder, vários membros das forças de segurança do antigo governo afegão fugiram para se juntar à Frente Nacional de Resistência (FNR)” na província de Panjshir, o que levou “as atuais autoridades de facto do país” a fazer “detenções arbitrárias e execuções extrajudiciais contra civis na região, por suspeitarem da sua filiação na FNR”.

A lista de crimes para a AI inclui execuções extrajudiciais, tortura, tomada de reféns, detenções ilegais e incêndio de casas de civis. Segundo a Amnistia, “cada ato individual é abominável, e esta conduta, no seu conjunto, equivale a uma punição coletiva — em si mesma, um crime de guerra”.

“Em Panjshir, a tática cruel dos talibãs em atacarem civis, devido à suspeita de sua filiação na FNR, está a provocar a miséria e o medo generalizados”, sublinhou Agnès Callamard, representante da AI, citada pelo comunicado da organização.

A Amnistia denuncia que “os talibãs prenderam homens adultos e rapazes mais velhos” em Panjshir, “detendo-os sem acusação e sujeitando-os a espancamentos e outros abusos”. O “único recolher obrigatório noturno em todo o Afeganistão” foi imposto na província, tendo sido confiscadas casas de civis e restringido o acesso dos pastores às suas terras de pastagem tradicionais. 

De acordo com o comunicado da organização, o relatório agora divulgado documenta “vários casos de execuções extrajudiciais em massa de combatentes da FRN pelos talibãs, assim como a detenção de membros da família para obrigar os combatentes a renderem-se — o que equivale a uma tomada de reféns, que constitui um crime de guerra”.

 

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