Modos de envelhecer (11)

“Também na minha história está o futuro”

| 24 Mai 2024

Vivemos em sociedades em que o envelhecimento é olhado muitas vezes como um problema económico, tanto para os estados como para as famílias, de abandono e da quebra de laços que têm como consequência a destruição de redes de solidariedade e de suporte que foram apoio durante a vida ativa. Na verdade, o envelhecimento daqueles e daquelas que nos precederam põe à prova a nossa humanidade enquanto sociedade e enquanto indivíduos.

O 7MARGENS iniciou a publicação de depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Publicamos hoje o décimo primeiro depoimento do total de vinte e cinco. Pode ler aqui os depoimentos já publicados. Informamos que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

20240524 (11) Foto de Marivi Pazos na Unsplash (trabalhada)

“O que eu quero é envelhecer numa sociedade que me permita envelhecer feliz.” Foto © Marivi Pazos / Unsplash (editada)

Laura, 44 anos

Querer envelhecer, quero. Quero envelhecer o mais possível, até já não poder envelhecer mais. Gostava de envelhecer devagar e sem tensões altas e diabetes, sem cancros, sem ataques de coração. Gostava. Mas não sei se isso depende de mim. Os meus genes saberão.

Eu acredito que envelhecer bem depende mais dos outros do que de nós.

Por isso o que eu quero é envelhecer numa sociedade que me permita envelhecer feliz. Que não me apite no trânsito quando vou lenta, que não me mande para casa porque eu já não sirvo para o que servia, que ignore que também na minha história está o futuro.

Quero envelhecer rodeada de velhos como eu, sem operações plásticas, botox, perucas, ou saias compridas, orgulhosos de cada dia que ganhamos. Orgulhosos das nossas rugas, cabelos brancos e rabos flácidos.

No fundo eu quero envelhecer como as crianças crescem. Com muito investimento humano, muitas concessões, muita atenção. Há um entendimento social que as crianças precisam de mais porque AINDA não conseguem tanto. Mas não há o mesmo entendimento em relação aos velhos que JÁ não conseguem o mesmo.

Não há o entendimento que a curiosidade das crianças é tão especial como a experiência dos velhos.

Eu quero envelhecer da mesma forma como eu cresci.  Rodeada de amor, paciência e encanto.

Quero envelhecer numa sociedade que não deixe de gostar de mim.

 

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Na Casa de Oração Santa Rafaela Maria

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo” novidade

Estamos neste mundo, não há dúvida. Mas como nos relacionamos com ele? E qual o nosso papel nele? “Estou neste mundo como num grande templo”, disse Santa Rafaela Maria, fundadora das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, em 1905. A frase continua a inspirar as religiosas da congregação e, neste ano em que assinalam o centenário da sua morte, “a mensagem não podia ser mais atual”, garante a irmã Irene Guia ao 7MARGENS. Por isso, foi escolhida para servir de mote a uma tarde de reflexão para a qual todos estão convidados. Será este sábado, às 15 horas, na Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, e as inscrições ainda estão abertas.

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Patriarca de Lisboa convida “todos” para “momento raro” na Igreja

A um mês da ordenação de dois bispos

Patriarca de Lisboa convida “todos” para “momento raro” na Igreja novidade

O patriarca de Lisboa, Rui Valério, escreveu uma carta a convocar “todos – sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e fiéis leigos” da diocese para estarem presentes naquele que será o “momento raro da ordenação episcopal de dois presbíteros”. A ordenação dos novos bispos auxiliares de Lisboa, Nuno Isidro e Alexandre Palma, está marcada para o próximo dia 21 de julho, às 16 horas, na Igreja de Santa Maria de Belém (Mosteiro dos Jerónimos).

O exemplo de Maria João Sande Lemos

O exemplo de Maria João Sande Lemos novidade

Se há exemplo de ativismo religioso e cívico enquanto impulso permanente em prol da solidariedade, da dignidade humana e das boas causas é o de Maria João Sande Lemos (1938-2024), que há pouco nos deixou. Conheci-a, por razões familiares, antes de nos encontrarmos no então PPD, sempre com o mesmo espírito de entrega total. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins]

“Sempre pensei envelhecer como queria viver”

Modos de envelhecer (19)

“Sempre pensei envelhecer como queria viver” novidade

O 7MARGENS iniciou a publicação de depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Publicamos hoje o décimo nono depoimento do total de vinte e cinco. Informamos que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

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