Cenário terrível de emergência climática

Tarefa urgente e universal: salvar o planeta e as pessoas

| 9 Ago 2021

‘Changing’ da artista Alisa Singer, que faz capa do 6º relatório

 

As atuais concentrações globais de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera encontram-se nos níveis mais altos dos últimos dois milhões de anos, pelo menos. A temperatura global à superfície da Terra continuará a subir até, pelo menos, meados deste século, qualquer que seja o cenário considerado. Sem fortes reduções na emissão de dióxido de carbono e outros gases como o metano, ultrapassar-se-ão os 1,5 ou mesmo 2 graus centígrados no aquecimento global, o que terá consequências catastróficas.

O que temos visto e experimentado em termos climáticos nas últimas décadas já não serve de referência para o que vem aí. Devemos contar com eventos extremos nas zonas costeiras, que, até agora, poderiam ocorrer uma vez em cada século e que passarão a surgir uma ou duas vezes por década.

As situações extremas sem precedentes aumentarão de frequência, de magnitude nos próximos anos ou décadas, e surgirão em regiões e em alturas do ano em que não tem sido normal surgirem. Os extremos intensificar-se-ão, assim como os tipos de situação extrema.

Estas perspetivas foram vincadas esta segunda-feira, em conferência de Imprensa, pela especialista do clima Valérie Masson-Delmotte, co-presidente do Grupo de Trabalho I do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês) que trabalha no âmbito das Nações Unidas, na apresentação do 6.º Relatório de Avaliação.

O panorama traçado só não pode considerar-se apocalítico porque, apesar do desastre à vista, ficou uma réstia de esperança. E essa esperança é a de que aqueles que foram e são responsáveis pelo estado a que o planeta chegou, os humanos e os estados em que habitam, serão ainda capazes de travar e reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.

Nesse sentido, o Relatório traça um conjunto de cenários que foram desenhados com base em estudos de diferentes partes do mundo, analisados por 234 cientistas e especialistas de 65 países. Seja o caminho que vier a ser seguido, a mensagem é sempre a mesma: ou há medidas contundentes e corajosas ou as próximas gerações pagarão a fatura.

Na verdade, o documento confirma, fundamenta e reforça de forma esmagadora, uma ideia que vinha já de 1990, altura do primeiro estudo do IPCC, que o clima realmente mudou desde o início da revolução industrial, na segunda metade do séc. XVIII, e que “as atividades humanas são a principal causa dessa mudança”.

O Relatório propriamente dito inclui 12 capítulos, mas a documentação que o acompanha comporta várias novidades, relativamente aos relatórios anteriores. Por um lado, inclui um capítulo em que foca as consequências do aquecimento global para diferentes regiões do mundo, permitindo aos decisores afinar as estratégicas de combate. Por outro lado, introduz um “atlas interativo” que possibilita uma análise temporal e espacialmente flexível, com bases na informação disponível e na avaliação realizada.

Link para o Atlas Interativo: https://interactive-atlas.ipcc.ch/.

 

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“Seria grande caridade tratar do caso com urgência”

Cartas de Luiza Andaluz em livro

“Seria grande caridade tratar do caso com urgência” novidade

Preocupações com um homem que estava preso, com o funcionamento de uma oficina de costura para raparigas que não tinham trabalho, com a comida para uma casa de meninas órfãs. E também o relato pessoal de como sentiu nascer-lhe a vocação. Em várias cartas, escritas entre 1905 e 1971 e agora publicadas, Luiza Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima, dá conta das preocupações sociais que a nortearam ao longo do seu trabalho e na definição do carisma da sua congregação.

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