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Júlio Martín, actor e encenador: O Teatro permite “calçar os sapatos do outro”

O actor e encenador Júlio Martín diz que o teatro permite fazer a experiência de “calçar os sapatos do outro”, mantém uma conversa em aberto e, tal como a religião, “faz religar e reler”. E permite ainda fazer a “experiência de calçar os sapatos do outro, como os americanos dizem; sair de mim e estar no lugar do outro, na vida do outro, como ele pensa ou sente”, afirma, em entrevista à agência Ecclesia.

O coração inebriado de Agostinho, na leitura das “Confissões”

No início, logo depois da primeira peça musical de Rão Kyao, um dos actores declamará: “Quem me fará repousar em ti? Quem fará com que venhas ao meu coração e o inebries para eu esquecer os meus males e te abraçar a ti, meu único bem?” No dia que a liturgia católica dedica a Agostinho de Hipona, 28 de Agosto, no antigo convento de Santo Agostinho, hoje transformado em Museu de Leiria, o Teatro Maizum produz, a partir das 22h, uma leitura encenada das “Confissões”.