Teatro em Lisboa sobre a emergência climática

| 8 Jun 19

Em cena neste sábado, dia 8 de Junho, e domingo, dia 9

Ponta das Contendas, na Ilha Terceira (Açores). Foto © Alfredo Lemos/Wikimedia Commons

 

Uma peça de teatro sobre o “tema premente” das alterações climáticas será levada à cena neste sábado e domingo, 8 e 9 de Junho, pelo TUT – Teatro Académico da Universidade de Lisboa. “Encontrámos algumas peças sobre o assunto, mas a que julgámos mais interessante foi esta obra do dramaturgo inglês Richard Bean, escrita em 2011, e fundamentada em acontecimentos e situações políticas, científicas e sociais concretas que aconteceram por essa altura”, explica o encenador, Júlio Martin da Fonseca, a propósito de A Herege, que serve de ponto de partida para a peça O Escudo da Ciência e a Espada do Cepticismo. “Para além disso, as relações entre as personagens revelam outro nível de realidade, mais íntimo nas inquietações particulares de cada um, e abordando outras temáticas como os relacionamentos humanos, a anorexia e o espectro do autismo, entre outros.”

 A peça, que estreou nesta sexta-feira, 7, estará em cena na Cantina Velha da Cidade Universitária: sábado, dia 8, às 21h30, domingo, dia 9, às 16h30. Pretende, ainda na expressão do encenador, fazer pensar sobre o “momento decisivo na história da humanidade e do planeta em que habitamos, e de que somos filhos”: “A biodiversidade encontra-se seriamente ameaçada com a extinção de milhares de espécies. Sabemos que o crescimento sem limites da produção e do consumo tem contribuído para esta crise ambiental. Parece, por vezes, que a revolta da natureza, através do incremento de tempestades e outros fenómenos, é uma chamada de atenção do meio ambiente contra uma certa irracionalidade e inconsciência humana.”

Razões para que todos se empenhem, diz Júlio Martín: “É por isso uma responsabilidade ética e civilizacional da comunidade científica não se deixar curvar perante aqueles que só vêem a curto prazo. E assim sendo, promover uma consciência social à escala global que viabilize os apoios e incentivos necessários aos investigadores e outros agentes de mudança, para que se concretize um novo modelo económico com sustentabilidade ecológica. (…) Afinal, trata-se da nossa Casa Comum que devemos preservar.”

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