Norte e Centro do país

Tempestade assusta Moçambique e deixa rasto de destruição

| 25 Jan 2022

Imagem partilhada nas redes sociais: inundações afetam Moçambique e países vizinhos.

 

A tempestade tropical Ana, que assustou por antecipação as populações do Norte e Centro de Moçambique, reduziu de intensidade, passando a depressão tropical, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia do país. Mas as inundações causaram pelo menos dez mortos em Moçambique. A depressão avançou para o interior e outros países da região.

De acordo com o Jornal de Notícias, de Moçambique, na sua edição online, as províncias de Nampula, Zambézia, Niassa, Sofala, Manica e Tete foram atingidas na segunda-feira por ventos fortes e chuvas intensas, causadas pela passagem da tempestade tropical Ana, vinda de Madagáscar.

A tempestade reduziu de intensidade, passando a depressão tropical, mas chuvas “acima de 200 milímetros, ventos fortes até 100 quilómetros/hora e rajadas de 130 quilómetros por hora” ainda assustaram populações que têm na memória tragédias antigas.

Há um ano, precisamente em janeiro, Moçambique assistiu à passagem do ciclone Eloise, que afetou então quase 300 mil pessoas e provocou 12 mortos. Nos anos de 2018 e 2019, outros dois ciclones, Idai e Kenneth, foram ainda mais severos causando centenas de vítimas mortais e deixando um impressionante rasto de destruição.

O bispo de Nacala, D. Alberto Vera, antecipava na segunda-feira o temor dos residentes nestas províncias. “Estamos todos a rezar para que Deus nos livre de outro grande desastre onde são sempre os mais pobres os que mais sofrem”, disse, numa mensagem enviada ao responsável de projetos da Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) para Moçambique.

Em algumas regiões, de acordo com informação da AIS, o cenário era desolador, com o Governo a procurar enviar equipas de emergência para as zonas mais atingidas. 

Segundo o Jornal de Notícias local, também a comitiva do governador do Tete, que se deslocava para acompanhar a situação das inundações nas zonas ribeirinhas, sofreu as consequências do mau tempo. Uma viatura da comitiva foi arrastada pelas águas do rio Rovubuè, quando o grupo tentou atravessar a ponte sobre esse rio. Três dos ocupantes do carro estão dados como desaparecidos, dois escaparam.

Em Nampula também há relatos de destruição de centenas de casas, escolas, centros de saúde e da queda de estruturas da rede eléctrica. 

Os distritos de Angoche, Moma, Larde, Mogovolas, Monapo e de Nampula têm sido dos mais afetados. O bispo de Nampula, D. Inácio Saure, também relatou ao responsável de projectos da Fundação AIS, Ulrich Kny, uma situação difícil. 

 

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