O encontro do rei com os responsáveis religiosos foi uma das suas primeiras aparições públicas enquanto monarca. Foto © Royal Family. 

Carlos III disse, perante mais de 30 líderes religiosos da Grã-Bretanha, que se assume como “um cristão anglicano comprometido”. Mas aquele que é o novo Governador Supremo da Igreja de Inglaterra sublinhou também que “o soberano tem um dever adicional” de “proteger a diversidade do país”, incluindo “o espaço para a própria fé, e a sua prática através das religiões, culturas, tradições e crenças”.

O encontro do rei com os responsáveis religiosos (uma das suas primeiras aparições públicas enquanto monarca) aconteceu no Palácio de Buckingham na passada sexta-feira, 16, e foi antecipado em uma hora face ao inicialmente agendado. O objetivo era permitir ao rabino-chefe Ephraim Mirvis que regressasse a casa antes do início do Shabat – o que foi descrito pelo visado, em declarações à BBC citadas no Jewish News, como “um gesto incrível de respeito e consideração”.

No seu discurso, o sucessor de Isabel II referiu que as suas crenças cristãs “têm amor no seu coração” e o “obrigam” a respeitar aqueles que seguem outros caminhos religiosos.

“As crenças que florescem e contribuem para a nossa sociedade ricamente diversificada diferem. Elas e a nossa sociedade só podem prosperar através de um compromisso coletivo claro com os princípios vitais da liberdade de consciência, generosidade de espírito e cuidado com os outros que são, para mim, a essência da nossa nação”, explicou Carlos III. “Estou determinado, como rei, a preservar e promover esses princípios em todas as comunidades e para todas as crenças, com todo o meu coração.”

Na opinião do monarca, “essa convicção foi a base de tudo” o que a sua mãe “fez pelo país”. “Continuará a ser a base de todo o meu trabalho como rei”, assegurou.

Entre os líderes religiosos presentes no encontro estiveram o arcebispo de Cantuária, Justin Welby, o arcebispo de Iorque, Stephen Cottrell, o deão de Westminster, David Hoyle, o imã e estudioso islâmico Assim Yusuf, o bispo da Eparquia Católica Ucraniana Kenneth Nowakowski, e o Presidente do Instituto Jainista, Nemu Chandaria,