
O novo site promove “a união e o esforço conjunto de quem se empenha na construção de uma sociedade e um mundo assente na justiça, na solidariedade, e na fraternidade”. Foto: Direitos reservados.
Terra da Fraternidade é a designação de um espaço de encontro e intervenção no âmbito religioso, “alimentado por vozes de diferentes tradições e espiritualidades que lutam pelo progresso social”, que vai ser formalmente lançado nesta quarta-feira, 28. Este espaço publica e difunde notícias, entrevistas e reflexões no site do projeto, complementado pela presença nas redes sociais, estando aberto à colaboração de quem perfilha os princípios da iniciativa. Afirma-se “independente e inclusivo” e tem uma equipa animadora constituída dois dirigentes da LOC-MCT (Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos) e um leigo dominicano. Pretende resgatar a memória de comunidades e grupos cristãos e de crentes de outras religiões que se destacaram “na luta contra a ditadura fascista e a guerra colonial, pela liberdade e pela democracia”.
Recorrendo a uma afirmação do cardeal Tolentino Mendonça, num colóquio em 2017, em que concluía que “os católicos à esquerda entraram numa espécie de clandestinidade – são clandestinos”, os promotores de Terra da Fraternidade fazem notar que “as pessoas religiosas que se situam e intervêm à esquerda do espectro político vivem, regra geral, escondidas, pelo menos desde o 25 de Abril”.
Terra da Fraternidade guia-se por “um espírito humanista de fraternidade e amizade social”, adotando a cultura do diálogo, a colaboração mútua e o conhecimento recíproco.
“Defende a ecologia integral e o cuidado da casa comum como fundamentos, nas esferas do ambiente, da economia, da cultura, do uso dos recursos, da vida quotidiana, e das sociedades”, refere a declaração de princípios.
Além disso, Terra da Fraternidade promove “a união e o esforço conjunto de quem se empenha na construção de uma sociedade e um mundo assente na justiça, na solidariedade, e na fraternidade”, mundo esse que seja “de respeito pela dignidade humana, de igualdade social, de liberdades e direitos dos cidadãos, de aprofundamento da democracia, de primazia do trabalho sobre o capital, de desenvolvimento económico e justa repartição da riqueza, de destino universal dos bens, de acesso e diversidade cultural, de equilíbrio ambiental, de soberania e independência nacional, de paz, amizade e cooperação entre os povos, e de desarmamento generalizado”.
A equipa conta com Deolinda Machado, professora, dirigente associativa e da LOC-MTC; Joaquim Mesquita, operário fabril do sector alimentar, dirigente da CGTP-Intersindical e militante da Base-FUT e da LOC-MTC; e Sérgio Dias Branco, professor da Universidade de Coimbra, dirigente da CGTP-IN e leigo da Ordem Dominicana, que coordena.







