Tolentino Mendonça vence Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2020

| 14 Jun 20

José Tolentino Mendonça. 10 de Junho 2020

O cardeal José Tolentino Mendonça na cerimónia do 10 de Junho de 2020: “Beleza e Poesia como parte do património cultural intangível da Europa e do mundo”, destacou o júri. Foto: Presidência da República

 

O cardeal José Tolentino Mendonça venceu a edição deste ano do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, por aquilo que o júri considerou o seu contributo excepcional na “divulgação da cultura e dos valores europeus”, anunciou no sábado, 13 de Junho, o Centro Nacional de Cultura (CNC), uma das entidades promotoras do galardão.

O júri declarou-se impressionado “com a capacidade que Tolentino Mendonça demonstra ao divulgar a Beleza e a Poesia como parte do património cultural intangível da Europa e do mundo”. “A sua arte de comunicar não apenas através da sua notável poesia, mas também dos seus artigos de opinião publicados na imprensa portuguesa” e a sua “forte convicção de que a Igreja não é apenas uma guardiã” do passado, mas deve “estabelecer um diálogo aberto e construir pontes com o mundo da cultura, da arte e do pensamento contemporâneos” são aspectos também destacados.

Num momento em que “a Europa e o mundo se confrontam com uma crise sem precedentes”, é preciso ouvir “vozes desafiadoras” como Tolentino Mendonça”, que “devem orientar e inspirar os esforços colectivos para construir uma sociedade mais justa e mais inclusiva, para a Europa e para todo o planeta”, acrescentou o júri.

Citado na notícia do CNC, Tolentino Mendonça manifestou-se “muito honrado” e sublinhou que a cidadania europeia é também cultural, ligada “ao tesouro da memória, à pluralidade das tradições e raízes que, através das gerações, alicerçaram uma identidade e um quadro de valores onde nos reconhecemos”.

O cardeal, prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana, desempenhou o papel de presidente da comissão das comemorações do Dia de Portugal, tendo discursado no Mosteiro dos Jerónimos. Na sua intervenção, destacou o desafio da integração dos imigrantes, dos mais novos e dos mais velhos, bem como a importância do ambiente.

Nascido em 1965 no Machico (Madeira), Tolentino Mendonça tem uma vasta obra ligada à área da cultura: além da poesia e de diversos ensaios na área da Bíblia, foi também o primeiro director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica, como recorda também a notícia do prémio na página do CNC.

O Prémio Helena Vaz é outorgado pelo CNC, em cooperação com o Clube Português de Imprensa e a Europa Nostra, principal organização europeia de defesa do património representada em Portugal precisamente pelo CNC. O Prémio será entregue no Outono, na Fundação Gulbenkian, em data a anunciar.

Claudio Magris, escritor italiano, foi o vencedor da primeira edição deste galardão, em 2013. Seguiram-se o escritor turco e Prémio Nobel da Literatura Orhan Pamuk (2014), o músico catalão Jordi Savall (2015), o cartoonista francês Jean Plantureux (conhecido como Plantu) e o ensaísta português Eduardo Lourenço (2016), o cineasta alemão Wim Wenders (2017), a historiadora inglesa Bettany Hughes (2018) e a física de partículas italiana Fabiola Gianotti (2019).

 

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