No mundo laboral

Trabalhadores cristãos querem combater “precariedade e exclusão social”

| 23 Out 2022

Os participantes no seminário organizado pela LOC/MTC referiram que as empresas devem ser responsabilizadas por toda a linha produção, mesmo que uma parte se encontre foa da jurisdição laboral europeia. Foto © LOC/MTC

Os participantes no seminário organizado pela LOC/MTC referiram que as empresas “devem ser responsabilizadas” por toda a linha produção, mesmo que uma parte se encontre fora da jurisdição laboral europeia. Foto © LOC/MTC

 

A LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos, reunida num seminário internacional na Marinha Grande, alertou, em comunicado, para o impacto de uma economia baseada “na precariedade e na exclusão social”, apelando a novos modelos de desenvolvimento. “Uma Europa moderna e competitiva não poderá assentar numa economia baseada na precariedade e na exclusão social, mas sim numa economia social e solidária, uma economia de bem-estar e de defesa do bem comum”, refere o documento conclusivo do seminário enviado ao 7MARGENS.

A iniciativa contou com a presença de membros da LOC/MTC de várias dioceses de Portugal, da BASE – FUT, da FIDESTRA, do Sindicato dos trabalhadores do Vestuário, Confeção e Têxtil do Norte, da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, do CESMINHO, da Pastoral Operária de Portugal e representantes do KAB da Alemanha, da HOAC de Espanha, do CTC da Suíça, representantes do EZA e do MTCE-Europa. “Vivemos uma ditadura económica em que se impõe sempre a vontade do capital sobre as soberanias populares”, alertaram os participantes.

Os trabalhos abordaram o tema “Preservar o Estado de direito e uma democracia funcional como pré-requisito para a prosperidade social: O papel das organizações de trabalhadores”. “É preciso lutar pela democracia todos os dias, construindo uma Europa com democracias fortes e coesão social e uma economia em prol do bem comum, onde todos tenham lugar, desde os mais novos aos mais idosos. Pessoas sem esperança tornam-se intolerantes até com a democracia”, sublinha a nota da LOC/MTC.

Os participantes no seminário internacional realçaram que as empresas “têm de ser responsabilizadas pelo cumprimento dos Direitos Humanos, a sustentabilidade e reparação dos danos em toda a cadeia de abastecimento”, mesmo quando a produção é realizada em países com legislação diferente da Europa.

“Quem controla o dinheiro, controla o poder político. Este modelo social e cultural devasta a sociedade, a casa comum e o espírito humano com fortes repercussões no mundo do trabalho, nas democracias e na casa comum”, acrescenta a nota conclusiva.

No próximo ano, a LOC/MTC vai desenvolver o tema ‘Pacto Verde Europeu e Emprego. Fundo de Transição Justa. Impacto nas relações laborais e o papel do Diálogo Social. Economia circular,’ no seminário que se vai realizar de 1 a 4 de junho de 2023, na Diocese de Setúbal.

 

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