
Uma das prioridades do novo mandato da Direção da LOC/MTC é a dignificação do trabalho. Foto © LOC/MTC
O Congresso da Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) aprovou uma moção contra a regulamentação da prostituição e outra com o título “A Fraternidade é o nome da Paz”, aprovadas após a reeleição de Américo Monteiro como coordenador nacional da LOC/MTC. O coordenador disse à Ecclesia que “dignificar o trabalho” é uma prioridade para o novo mandato, que ficará marcado também pelo cuidado da casa comum.
O coordenador nacional da LOC/MTC referiu a “inspiração” do Papa Francisco, nomeadamente na encíclica Laudato si, e as “preocupações” da sociedade com as questões climática, projetando “dificuldades graves no futuro” que reclamam mudança de comportamentos. “É preciso encontrar respostas passando pelos nossos comportamentos, hábitos e enfrentando organizações e pessoas que só veem o lucro e não pensam no futuro das pessoas e da sociedade”, afirmou Américo Monteiro.
Na definição de linhas de ação para o mandato 2022-2025, aprovadas no Congresso que decorreu no Luso, concelho da Mealhada e distrito de Coimbra, e onde foi eleita para vice-coordenadora nacional Fátima Pinto, a LOC/MTC quer também continuar a “dignificar o trabalho”, uma preocupação que acompanha o movimento da Ação Católica há “dezenas de anos”. “É um assunto que nunca estará completo, é um caminho a melhorar cada dia em termos de respeito, dignidade, condições, meios suficientes para cuidar da família”, afirmou.
O coordenador da LOC/MTC acrescentou também que o mandato que agora inicia tem “algumas preocupações mais específicas”, que decorrem de um questionário lançado no período de preparação do congresso a mais de 200 trabalhadores. “Estamos a trabalhar os resultados, que nos demonstram um grande desconformo dos trabalhadores em relação à sua situação de vida e do trabalho”, referiu Américo Monteiro, acrescentando que as respostas indicam também “os bons resultados” que decorrem de “outro tipo de profissões que vão surgindo, mais especializadas e que as pessoas gostam”.
A expansão do movimento, envolvendo “todas as dioceses e outras onde até já existiu o movimento” é uma preocupação do coordenador nacional, que quer “pedir apoio nas dinâmicas locais” para ir “ao encontro do outro”. “Somos pessoas normais que querem acolher pessoas normais, que querem partilhar os seus valores, a sua vida e dar o seu contributo por um sociedade nova e justa”, afirmou.









