Reunidos em Braga para a assembleia diocesana anual da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), dezenas de representantes e simpatizantes dos diferentes grupos do movimento comprometeram-se no último sábado, 25 de outubro, a ser “uma voz profética e solidária a favor dos mais explorados, que está atenta aos sinais dos tempos e com a sua ação aponta caminhos para a evangelização e dignificação do trabalho”.
“Não nos resignarmos perante a realidade social injusta e desumana”, pode ler-se no comunicado final do encontro, enviado ao 7MARGENS. Entre os compromissos concretos assumidos pelos membros da LOC/MTC da arquidiocese de Braga, incluem-se “aprofundar as razões que levam as pessoas a imigrar”, contribuindo para que haja “políticas equilibradas de acolhimento, integração e inclusão, que permitam às pessoas migrantes realizarem-se sem discriminação”.
Os trabalhadores cristãos de Braga asseguraram também que irão “participar ativamente nas organizações, sindicatos, coletividades e condomínios”, para “denunciar a cultura de soluções egoístas, que não tenham em conta os mais vulneráveis e a compaixão”.
Além disso, os participantes na assembleia assumiram ainda o compromisso de prosseguir “a sensibilização das comunidades, a empenharem-se com a defesa dos doentes, idosos e seus cuidadores”.
Outro dos objetivos para 2025/26 é o de “rejuvenescer e alargar este movimento a todas e a todos aqueles que buscam sentido novo para as suas vidas”, destaca o comunicado.
A assembleia contou com a participação do cónego Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, para um tempo de formação sobre a “Inteligência Artificial na evangelização e dignificação do mundo do trabalho”, procurando ajudar a “perceber os mecanismos desta nova revolução industrial que dispensa trabalhadores “.
Nélio Pita, bispo auxiliar de Braga, participou também numa parte dos trabalhos e “deixou a todos e a todas presentes uma mensagem de esperança e continuidade”.










