Trabalhadores Cristãos reafirmam

“Trabalhar ao domingo não faz sentido”

| 2 Mar 2023

trabalhador no supermercado, foto FG Trade

Para o MTCE, “a liberalização do comércio ao domingo interfere com questões de ordem humana, social, familiar, cultural e religiosa e contraria o bem-estar comunitário”. Foto © FG Trade.

 

Trabalhar ao domingo, se não for “para cuidar de pessoas (crianças, jovens, idosos, famílias…), ou infraestruturas imprescindíveis à vida humana, não faz sentido”, afirma em comunicado o Movimento de Trabalhadores Cristãos da Europa (MTCE) a propósito da jornada mundial de luta pelo “domingo, dia livre de trabalho” que se comemora esta sexta-feira, dia 3 de março.

O comunicado foi elaborado pela LOC/MTC Portugal e defende que “a luta pelo Domingo Livre de Trabalho, mais do que justa, é necessária para que haja vida em família para todos! Para que as famílias, todos os trabalhadores, possam conviver e confraternizar e se construa um mundo mais justo e solidário”.

Os trabalhadores cristãos lembram que na defesa do domingo sem trabalho “compete também aos consumidores, a cada um de nós, fazer opções”, pois, “numa sociedade onde cada vez mais pessoas se mobilizam em torno de ‘Cuidar da Casa comum’, minimizar o consumo do supérfluo parece ser uma medida acertada” e “as nossas opções têm impacto nos decisores das empresas: muitos espaços comerciais fecham ao domingo e não é por isso que perdem viabilidade económica”.

Relembrando a luta dos trabalhadores que levou ao reconhecimento do direito ao descanso e à redução da jornada laboral, o MTCE refere como “a globalização da economia e os novos hábitos de consumo” vierem aumentar a pressão sobre o mundo do trabalho, desorganizando e desestabilizando os horários e os turnos de trabalho.

Para o MTCE, “a liberalização do comércio ao domingo interfere com questões de ordem humana, social, familiar, cultural e religiosa e contraria o bem-estar comunitário, por falta do convívio familiar e de disponibilidade para participar na vida social, cultural e religiosa”. Esta realidade ”desagrega as famílias e a sociedade, individualiza as pessoas, impede a solidariedade, não gera bem-estar, provoca doenças e dificulta a vida comunitária” e, conclui o comunicado, “uma sociedade onde as famílias se não encontram, não dialogam e quase não se ’conhecem’, não tem futuro.”

 

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