AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Trabalhador cansado. Foto Poguz P
Os migrantes estão muitas vezes dependentes dos seus empregadores. Foto Poguz P

Trabalhadores Cristãos denunciam

“Trabalho digno não pode ser alcançado apenas através do artifício da legislação”

| 06/10/2025

Trabalhar 12 e 14 horas por dia durante seis dias por semana, fazer turnos duplos e triplos consecutivos, dormir no local de trabalho para economizar tempo de deslocação e poder descansar um pouco… Esta é a realidade para muitos trabalhadores em Singapura, mas também noutras cidades do mundo, denuncia o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) na sua Mensagem para o Dia Mundial pelo Trabalho Digno, que se assinala nesta terça-feira, 7 de outubro.

Apesar de nesta cidade-estado o trabalho se encontrar “altamente regulamentado por leis que estabelecem, por exemplo, limites para horas extras, licenças médicas, anuais e parentais”, a verdade é que “os trabalhadores em Singapura continuam a registar longas jornadas de trabalho todos os dias”, denuncia a mensagem, enviada nesta segunda-feira ao 7MARGENS.

“A disponibilidade constante faz parte das expectativas culturais do trabalho. Essas condições são ainda piores para as trabalhadoras domésticas e os trabalhadores manuais, que são em sua maioria migrantes. As trabalhadoras domésticas, que são o eixo da economia do cuidado, costumam trabalhar cerca de 18 horas por dia”, pode ler-se.

A causa principal desta vulnerabilidade diante de jornadas de trabalho extremas é a pressão causada pelos baixos salários e pela falta de segurança no emprego, explica o MMTC.  Como Singapura não tem salário mínimo, e as diretrizes existentes não abrangem os trabalhadores migrantes, “salários base de cerca de 300 dólares [cerca de 256 euros] continuam a ser comuns numa cidade onde o custo de vida está entre os mais elevados do mundo”.

Além disso, “a falta de mobilidade laboral dos migrantes, com vistos patrocinados por empregadores, mantém-nos perpetuamente dependentes dos seus empregadores, impedindo-os de melhorar as suas condições de trabalho”, acrescenta a mensagem.

Uma realidade que, lamentavelmente, ainda “prevalece em muitos outros países” e que “demonstra que o trabalho digno não pode ser alcançado apenas através do artifício superficial da legislação”. O trabalho digno para todos “requer abordar as causas profundas na sociedade e na economia, incluindo a economia informal e as normas culturais”, conclui o MMTC.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This