
Amazónia. Foto Tomás Sopas Bandeira e Maria Mouzinho
Entre os dias 4 e 6 de Maio (terça a quinta-feira), um seminário internacional que se realiza em formato digital irá debater se a tragédia brasileira é um risco para a casa comum, numa iniciativa de várias organizações religiosas, de defesa dos direitos humanos e de sócio-biodiversidade. A iniciativa é de acesso livre.
“As políticas negacionistas do Governo federal para o enfrentamento adequado da pandemia transformaram-na na emergência das emergências”, dizem os organizadores. Por isso, o seminário propõe-se analisar o cenário de “colapso nos sistemas de saúde” e de ignorância das “políticas sanitárias referenciadas pela ciência, de modo a entender quais riscos o quadro presente pode representar (ou não) para o planeta como um todo – a nossa Casa Comum”.
Está em causa também, acrescentam, o “processo de desconstrução da democracia” dos últimos anos que levou o Brasil “a emergências múltiplas”. E exemplificam: “na área religiosa, com os fundamentalismos”, na economia, com a ruptura do estado de bem-estar, nos direitos humanos, “com a violência crescente e o assassínio de grupos vulnerabilizados”, na biodiversidade, “com a destruição das florestas, biomas e povos originários, na área da saúde, com a crise sanitária causada pelas inúmeras práticas de responsabilidade administrativa durante a pandemia da covid-19”.
Os conferencistas são representantes das Igrejas, investigadores, activistas, estudantes e especialistas das várias áreas relacionadas com o tema. O programa completo e outras informações pode ser consultado na página dos Missionários Combonianos.










