De 16 a 18 de maio, em Roma

Três dias para falar de espiritualidade e desporto, ou de como “colocar a vida em jogo”

| 7 Mai 2024

Desporto, corrida de estafetas. Foto Dmytro Aksonov

No último dia do encontro, que será aberto a todos, haverá uma ação solidária: a corrida de estafetas da fraternidade, “para mostrar à sociedade civil a relevância social do próprio desporto”. Foto © Dmytro Aksonov

 

Pensar o desporto, compreender porque é tão popular, avaliar a sua importância para a construção de uma sociedade mais fraterna e tolerante, discernir como é que Deus se manifesta através da sua prática… Estes são alguns dos objetivos da primeira Conferência Internacional sobre Desporto e Espiritualidade, que terá lugar em Roma entre os próximos dias 16 e 18 de maio, em preparação dos Jogos Olímpicos 2024.

Sob o mote “Colocar a vida em jogo”, a iniciativa irá reunir atletas olímpicos, paralímpicos, treinadores, académicos, representantes políticos e religiosos. Entre os oradores, estarão pelo menos dois portugueses: um deles será o padre Marco Gil, natural da arquidiocese de Braga e capitão da seleção nacional de padres – que falará da sua experiência como participante no campeonato de futsal Clericus Cup. O outro será o cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, organismo que, juntamente com a Embaixada de França na Santa Sé, organiza o evento.

Durante a apresentação da conferência, que decorreu esta segunda-feira, 6 de maio, o cardeal assinalou que o lema olímpico “citius, altius, fortius“, que significa “mais rápido, mais alto, mais forte”, introduzido há cem anos nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1924, foi concebido por um frade dominicano Henri Didon e proposto mais tarde a Pierre de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos modernos. E lembrou que o Papa Francisco tem repetidamente mencionado o compromisso com o desporto como “um chamamento para aspirar à santidade”.

Tolentino defendeu que a figura de Jesus “tem muito a dar ao desporto” e que a Igreja “tem muito a aprender com o fenómeno desportivo”. Nesse sentido, a conferência irá “dar voz não só a quem está na Igreja, mas também a pessoas externas à Igreja que nos ajudarão, com as suas reflexões”, sublinhou o cardeal português, para concluir: “Trata-se de um belíssimo exercício de ‘sinodalidade desportiva’, neste tempo de escuta tão polifónica. E, assim, arriscamos uma cultura do encontro, como sublinha o Papa Francisco”.

No último dia do encontro, que será aberto a todos, haverá uma ação solidária: a corrida de estafetas da fraternidade, “para mostrar à sociedade civil a relevância social do próprio desporto”. A descrição deste terceiro dia, que irá realizar-se no Circo Máximo, foi feita por , membro do conselho de administração da Desporto sem Fronteiras, uma organização sem fins lucrativos que faz do desporto instrumento de inclusão social, dando a oportunidade de praticá-lo, em particular, a menores em condições de dificuldades socioeconômicas e em risco de exclusão e marginalização. As inscrições para a prova, que também deverá contar com a presença de uma delegação do Vaticano, financiarão as atividades desta ONG e, em particular, o Projeto Alegria, que inclui fins de semana na natureza, centros de verão, oficinas e acampamentos de verão.

 

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