Hostilidade cresce nos EUA

Trump critica judeus norte-americanos e é acusado de antissemitismo

| 18 Out 2022

Trump. Bíblia

Trump gabou-se de que poderia “facilmente” ser eleito primeiro-ministro de Israel devido à sua popularidade naquele país . Foto The White House/Wikimedia Commons.

 

O ex-Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, considera que nenhum Presidente fez mais por Israel do que ele, e que os “maravilhosos evangélicos apreciam muito mais isso do que as pessoas de fé judaica, especialmente aqueles que vivem nos EUA”, escreveu na rede social detida por si próprio, a Truth Social, no passado domingo, 16. A afirmação já foi condenada pela porta-voz da Casa Branca e por diversas organizações judaicas norte-americanas.

Na mesma publicação, Trump gabou-se ainda de que poderia “facilmente” ser eleito primeiro-ministro de Israel devido à sua popularidade no país e avisou os judeus dos EUA que precisam de “se organizar” e apreciar o que têm em Israel, “antes que seja tarde demais”.

“Os comentários de Donald Trump foram antissemitas, como todos sabem, e um insulto tanto aos judeus quanto aos nossos aliados israelitas”, reagiu a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, esta segunda-feira, durante a conferência de imprensa diária. “Sejamos claros: durante anos, Donald Trump alinhou com figuras extremistas e antissemitas. Precisamos de erradicar o antissemitismo em todos os lugares em que aparece. Temos de denunciar isto”, acrescentou.

“Não precisamos do ex-Presidente, que bajula os extremistas e antissemitas, para nos dar um sermão sobre a relação EUA-Israel”, disse por seu lado o diretor executivo da Liga Anti-Difamação, Jonathan Greenblatt, citado pelo Jewish News. Também a organização liberal J-Street emitiu um comunicado onde refere que os comentários de Trump seriam considerados “ignorantes”, “ultrajantes” e “inaceitáveis” vindos de qualquer pessoa, tornando-se ainda “mais perigosos” ao terem sido proferidos por um ex-Presidente dos EUA.

“Desde a ascensão de Trump ao poder e a sua subsequente derrota eleitoral, assistimos a um aumento dramático no antissemitismo e no nacionalismo branco no nosso país. Trump e os seus aliados ampliaram a retórica e a ideologia que podem estar ligadas a vários ataques mortais contra comunidades judaicas e outras minorias vulneráveis”, destacou ainda a J-Street na sua nota. “Agora, enquanto os candidatos republicanos alinhados com Trump procuram obter o controlo do Congresso e o próprio Trump avalia outra candidatura presidencial, o nível de perigo e hostilidade em relação à nossa comunidade está a aumentar”, alertou aquela organização judaica.

 

“Os judeus controlam os negros”, afirma Kanye West

No mesmo dia, o rapper Kanye West, que no passado se assumiu como apoiante de Trump, dava uma entrevista ao podcast Drinks Champs, da Revolt TV, durante a qual proferia declarações igualmente polémicas relativamente aos judeus.

Garantindo que não é antissemita, dado que se considera ele próprio judeu através “do sangue de Cristo”, afirmou no entanto que “os judeus controlam os negros”, “seja ao usarmos uma camisola da Ralph Lauren, ao assinarmos todos por uma editora, ao termos um agente judeu, ao assinarmos por uma equipa judaica de basquetebol, ou a fazermos um filme numa plataforma judaica como a Disney”. No mesmo podcast, West culpou ainda “sionistas judaicos” por divulgar notícias com detalhes sobre a vida sexual da sua ex-mulher Kim Kardashian.

Na semana anterior, as redes sociais Twitter e Instagram haviam bloqueado as contas do rapper após publicações associadas a uma “conduta de ódio”. Em resposta, Kanye West manifestou esta segunda-feira a intenção de comprar a empresa de redes sociais Parler, uma plataforma que se apresenta como alternativa de “liberdade de expressão” ao Twitter, avançou a CNN. “Num mundo onde as opiniões conservadoras são consideradas controversas, temos que nos certificar de que temos o direito de nos expressar livremente”, anunciou Kanye West, num comunicado à imprensa.

 

Fernando Giesteira, o transmontano vítima da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 74

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Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa

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