AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Religiosas, Dominicanas, Freiras, Tradicionalistas

Trump recorreu a “falsas” freiras para segurar o voto católico

| 05/02/2021

Religiosas, Dominicanas, Freiras, Tradicionalistas

Capela das irmãs Dominicanas do Imaculado Coração de Maria, nos EUA; a congregação tradicionalista tem uma bandeira da Santa Sé em “sede vacante” (à dirª), significando que não reconhece o Papa Francisco. Foto: Direitos reservados.

 

Na campanha eleitoral de Donald Trump houve freiras a apoiá-lo em público. Em alguns casos tratou-se de religiosas adeptas fervorosas do ex-Presidente. Mas sabe-se agora que, noutros casos, o fervor não seria menor, mas as freiras é que não eram bem o que pareciam.

A história é contada pelo jornalista e autor Christopher White no National Catholic Reporter (NCR). Num Estado crítico como era o de Michigan (junto do lago com o mesmo nome, nordeste dos EUA, na fronteira com o Canadá), e a escassos dias da ida a votos, Trump promoveu um comício junto do aeroporto internacional de Oakland.

Vendo um grupo de irmãs Dominicanas do Imaculado Coração de Maria, com os seus hábitos, bem alinhadas a bater-lhe palmas, o ainda Presidente entendeu fazer um ‘número’ com elas. Segundo White, Trump contou que quando um mês antes tinha sido diagnosticado com covid-19, lhe foi ministrado o medicamento Regeneron. Nesse momento, virou-se para as freiras e disse: “Na manhã seguinte, irmã, acordei e foi como se Deus tivesse tocado no meu ombro.”

Acontece que, segundo declarações de um porta-voz da diocese a que estas religiosas pertencem, a comunidade não está em plena comunhão com a Igreja Católica. Além disso, também não figura no Diretório Oficial Católico e não integra as duas grandes organizações de religiosas dos Estados Unidos da América, a Conferência de Lideranças de Religiosas e o Conselho de Superioras Maiores de Religiosas. As informações foram confirmadas pelo NCR.

Um sinal do posicionamento deste grupo de freiras pode ver-se numa foto da capela da comunidade, que é publicada no seu site: de um lado do altar encontra-se a bandeira americana e, do outro, a bandeira da Santa Sé sede vacante (ou seja, a que se usa entre a morte ou resignação de um papa e a eleição do seguinte, mas que é usada também pelos sectores tradicionalistas que não reconhecem o Papa Francisco).

Note-se que deste caso não se pode concluir não ter havido freiras a apoiar ativa e publicamente Trump na campanha. Isso aconteceu, por exemplo, no Estado do Ohio e com um aparato que suscitou dúvidas de que se tratasse de encenação. Houve mesmo um site de verificação da veracidade das notícias que, entretanto, concluiu serem religiosas católicas: tratava-se de uma comunidade designada Filhas de Maria, que, na campanha, e já antes dela, vieram para a rua apoiar Trump por causa da sua política anti-aborto.

Ao invés desses grupos de religiosas, e já depois das eleições, quando se começou a perfilar a possibilidade de não esperar por todos os votos por correspondência, perto de 2000 religiosas do país manifestaram-se contra essa manobra de Trump, em mensagem que lhe dirigiram directamente e na qual se exigia: “contem os votos todos”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência

Esta terça-feira, 7 outubro

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidade

A Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

[Entre Margens]

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur novidade

Não sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This