Afastamento da Rússia

Ucrânia inaugura celebração de Natal em 25 de dezembro

| 22 Dez 2023

kiev (ucrania) iluminada no natal, foto Київська міська рада, via Wikimedia Commons

A praça de Santa Sofia, no centro de Kyiv, iluminada no Natal de 2021. Foto © Київська міська рада, via Wikimedia Commons

 

Uma boa parte dos ucranianos celebram este ano pela primeira vez o Natal em 25 de dezembro e não, como tem sido tradição e determina o calendário juliano, em 7 de janeiro, juntando-se, desse modo à maioria dos países europeus.

A medida, tomada pelo governo de Zelensky, entrou em vigor em setembro último e é assumida quer pela Igreja Greco-Católica quer pela Igreja Ortodoxa da Ucrânia, que se afastou de Moscovo na última década e foi reconhecida como autocéfala (autónoma) pelo patriarca Bartolomeu de Constantinopla.

O problema foi suscitado no Natal de 2022, o primeiro vivido depois da invasão do país pela Rússia e de uma guerra que contou com a cobertura do patriarca Cirilo, da Igreja Ortodoxa Russa, à qual a maioria dos ortodoxos ucranianos estavam ligados. Já então, em várias igrejas se verificou um movimento a favor da festa natalícia em dezembro, como forma de simbolizar o afastamento da Rússia e de sintonizar com os países apoiantes da Ucrânia. [ver 7MARGENS]

De acordo com sondagens realizadas já depois de entrado em vigor o novo calendário, citadas pela edição ucraniana do site da BBC, “42 por cento dos ucranianos tencionam celebrar este novo estilo de Natal, enquanto apenas 17% pretendem celebrar o Natal a 7 de janeiro, de acordo com o antigo calendário. E mais de 20% responderam que celebrariam as duas datas”.

Será que a mudança da festa do Natal poderá trazer uma trégua nos combates? A resposta é de um capelão ucraniano que se encontra na linha da frente, em declarações à Reuters, citadas pelo site DHnet:

“O que se passa é que, para nós, o inimigo não tem Deus, pelo que este será apenas mais um dia de guerra”.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Clero de Angra pede “incremento da pastoral vocacional” assente no “testemunho do padre”

Face a "descredibilização" dos presbíteros

Clero de Angra pede “incremento da pastoral vocacional” assente no “testemunho do padre” novidade

Reconhecendo que o contexto da Igreja universal “é caracterizado pela descredibilização do clero provocada por diversas crises, pela redução do número de vocações ao sacerdócio ministerial e pela situação sociológica de individualismo e de crescente indiferença perante a questão vocacional”, os representantes do Clero diocesano de Angra (Açores) defendem o incremento da “pastoral vocacional assente na comunidade, sobretudo na família e no testemunho do padre”.

Por uma transumância outra

Por uma transumância outra novidade

Este texto do Padre Joaquim Félix corresponde à homilia do Domingo IV da Páscoa na liturgia católica – último dia da semana de oração pelas vocações – proferida nas celebrações eucarísticas das paróquias de Tabuaças (igreja das Cerdeirinhas), Vilar Chão e Eira Vedra (arciprestado de Vieira do Minho).  

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This