UE: Cipriota Christos Stylianidis velará pela liberdade religiosa

| 6 Mai 21

Christos Stylianidis foi comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crises entre 2014 e 2019, na presidência de Jean-Claude Juncker, e tem sido, desde 2020, conselheiro especial para a educação em emergências, migração e inclusão do atual vice-presidente da CE, Margaritis Schinas. Foto: Twitter.

“Agradeço profundamente ao Colégio de Comissários da Comissão Europeia pela minha nomeação como Enviado Especial para a promoção da liberdade de religião ou crença fora da União Europeia”. Foi assim que o político cipriota Christos Stylianidis reagiu, nesta quarta-feira, 5 de maio, na sua conta no Twitter, à escolha do seu nome para dar continuidade a uma função que tinha sido interrompida em 2019 e que alguns entendiam não ser imprescindível.

De facto, o posto foi criado em maio de 2016 e ocupado pelo eslovaco Jan Figel durante cerca de três anos. Perante o correr do tempo sem que fosse escolhido o sucessor, 48 deputados do Parlamento Europeu dirigiram uma petição à Comissão para que o assunto não ficasse esquecido.

As crescentes ameaças à liberdade de religião e de crença em todo o mundo, que incluem também o direito de não acreditar ou de deixar uma religião, terão pesado junto de Ursula von der Leyen e da sua equipa.

A sua escolha foi recebida com satisfação e até algum entusiasmo por diferentes organizações, nomeadamente de cunho religioso. A Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) saudou a escolha, desejou sucesso na promoção de um direito fundamental e de um valor fundamental da União Europeia, e manifestou vontade de colaborar.

A Alliance Defending Freedom International (ADF), por sua vez, considerou que o cargo “chamou a atenção para algumas das piores e mais persistentes violações dos direitos fundamentais em todo o mundo e ajudou a focar os esforços da União Europeia para as contrariar”. Já a Christian Solidarity Worldwide, sediada no Reino Unido, deu as boas-vindas a Stylianidis, considerando que esta missão “é um elemento chave do arsenal diplomático da União Europeia

São numerosas as situações em que os problemas de liberdade de uma religião se têm vindo a agudizar, e especial na Ásia e na África, designadamente em países com regimes autoritários. A China, a Coreia do Norte, a Índia, a Nigéria e outros países do centro do continente africano conhecem problemas que têm impedido a convivência interreligiosa ou mesmo a prática religiosa.

Christos Stylianidis foi comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crises entre 2014 e 2019, na presidência de Jean-Claude Juncker, e tem sido, desde 2020, conselheiro especial para a educação em emergências, migração e inclusão do atual vice-presidente da Comissão, Margaritis Schinas.

Nasceu em 1958, em Chipre e licenciou-se em odontologia. Fez ainda estudos de pós-graduação em ciências políticas e relações internacionais no Reino Unido e na Universidade de Harvard (EUA).  Chegou a exercer a profissão de dentista, mas, no final dos anos 90, enveredou pela atividade política, vindo a tornar-se porta-voz do governo do seu país e, em 2011, deputado pelo círculo de Nicósia. Exerceu várias funções na Câmara dos Representantes, entre as quais a de membro da delegação cipriota na Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Em 2014 concorre ao Parlamento Europeu, sendo eleito e passando a integrar o Grupo do Partido Popular Europeu (PPE). Poucos meses depois de tomar posse é chamado para a Comissão, na qual, entre outras ações, foi o inspirador da criação, em 2017, do RescEU, uma reserva comum europeia de meios e equipamentos para lidar com desastres naturais, na sequência dos grandes incêndios que ocorreram em Portugal nesse ano.

 

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