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O Papa na sua benção Urbi et Orbi de 2024. Foto © Vatican Media

Benção Urbi et Orbi

Um apelo à Paz a partir da varanda de S. Pedro

O Papa na sua benção Urbi et Orbi de 2024. Foto © Vatican Media

O Papa na sua benção Urbi et Orbi de 2024. Foto © Vatican Media

 

O Papa apelou hoje, na sua mensagem pascal, a um cessar-fogo “imediato” em Gaza e a uma troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia. “Faço novamente um apelo para que seja garantido o acesso da ajuda humanitária a Gaza e insisto, uma vez mais, na pronta libertação dos reféns sequestrados em 7 de outubro e num cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza”, referiu Francisco, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo], no dia da festa mais importante para a Igreja Católica, que assinala a ressurreição de Jesus.

Após a Missa de Páscoa, o Papa evocou as “vítimas dos muitos conflitos em andamento no mundo, a começar pelos que ocorrem em Israel, na Palestina e na Ucrânia”, saudando as populações da “Cidade Santa de Jerusalém, testemunha do mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, e todas as comunidades cristãs da Terra Santa”. “Não permitamos que as hostilidades em andamento continuem a afetar seriamente a população civil, já exausta, especialmente as crianças. Quanto sofrimento vemos nos olhos das crianças, esqueceram-se de sorrir, essas crianças nas terras de guerra. Com o seu olhar perguntam-nos: por quê? Por que tanta morte? Por que tanta destruição?”, declarou.

Francisco pediu um “caminho de paz” para as populações atingidas pela guerra na Ucrânia, apelando para que “sejam respeitados os princípios do direito internacional”. “Espero que haja uma troca geral de todos os prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia: todos por todos”, declarou, sob um aplauso da multidão.

A tradicional intervenção de Domingo de Páscoa recordou o impacto da guerra “longa e devastadora” na Síria, a crise no Líbano ou em Mianmar e a tensão entre a Arménia e o Azerbaijão.

O Papa apelou à solidariedade internacional com o Haiti e os rohingyas, as populações do Sudão e de toda a região do Sahel, a República Democrática do Congo e a província de Cabo Delgado, em Moçambique, rezando pelas “vítimas de todas as formas de terrorismo”. “Que o Ressuscitado faça resplandecer a sua luz sobre os migrantes e aqueles que estão a passar por dificuldades económicas, oferecendo-lhes conforto e esperança em seus momentos de necessidade”, acrescentou.

A mensagem de Páscoa deixou orações por todos os que sofrem com “a violência, os conflitos, a insegurança alimentar e os efeitos das alterações climáticas”. O Papa saudou ainda os passos “significativos” na região dos Balcãs Ocidentais para a “integração no projeto europeu”.

 

Preocupação com a vida

O Papa apelou também, na sua mensagem pascal, à defesa da vida e ao combate contra o tráfico de seres humanos. “Quão frequentemente a preciosa dádiva da vida é desprezada! Quantas crianças não conseguem sequer ver a luz? Quantas morrem de fome, são privadas de cuidados essenciais ou são vítimas de abuso e violência? Quantas vidas são mercantilizadas pelo crescente comércio de seres humanos?”, perguntou.

“No dia em que Cristo nos libertou da escravidão da morte, exorto aqueles que têm responsabilidades políticas a não poupar esforços no combate ao flagelo do tráfico humano, trabalhando incansavelmente para desmantelar as suas redes de exploração e dar liberdade àqueles que são suas vítimas”, apelou. “Que o Senhor console as suas famílias, especialmente aquelas que aguardam ansiosamente notícias dos seus entes queridos, assegurando-lhes conforto e esperança”, acrescentou.

A cerimónia contou com a presença de dezenas de milhares de peregrinos e foi precedida pela execução dos hinos do Vaticano e da Itália, pelas bandas da Gendarmaria Pontifícia e dos Carabinieri, com as saudações militares da Guarda Suíça e das Forças Armadas italianas.

 

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