Um condenado muçulmano nos EUA queria o imã presente na sala de execução mas o pedido foi negado

| 11 Fev 2019

Um prisioneiro muçulmano no estado do Alabama, Estados Unidos, não pode ter o imã a seu lado, quando foi executado quinta-feira passada, 7 de fevereiro, às 22h12, por injecção letal. A notícia foi acompanhada pelo The New York Times e criticada no editorial de dia 9, com o título “Será que a liberdade religiosa apenas se aplica aos cristãos?”.

Domineque Hakim Marcelle Ray, 42 anos, tinha sido condenado por matar uma rapariga de quinze anos em 1999, após outro homem, Marcus Owden, ter confessado o seu papel no crime (tinha dado boleia à rapariga, violando-a em seguida) e indicado Ray como o assassino. Domineque encontrava-se no corredor da morte à espera de ser executado, quando pediu que o imã, líder religioso muçulmano, estivesse na sala quando a mesma acontecesse.

O pedido foi feito com base no conhecimento que o capelão cristão se encontra na sala durante a maioria das execuções. Depois de o prisioneiro ter feito o pedido formal ao tribunal, afirmando que não conceder o pedido seria uma violação da primeira emenda dos EUA (garantia de liberdade religiosa e de expressão), os guardas prisionais concordaram que o capelão não teria que estar presente na sala mas que o imã teria que ficar do lado de fora do vidro. Para Ray, a presença do imã na sala de execução era importante para que assegurasse que as suas últimas palavras seriam uma confirmação da sua fé.

Ao The New York Times, o imã Yusef Maisonet, que aconselha espiritualmente os muçulmanos da prisão do Alabama, afirmou que gostaria que a prisão mudasse a sua política para que um líder espiritual cristão, muçulmano ou judeu pudesse estar presente durante a execução.

No final, o imã assistiu à execução a partir de uma sala de testemunhas ao lado. As últimas palavras de Domineque Ray foram orações proferidas em árabe.

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