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Muitos jovens, entre so quais portugueses, responderam ao desafio desta Jornada Penitencial. Foto © CB/Agência Ecclesia
Muitos jovens, entre so quais portugueses, responderam ao desafio desta Jornada Penitencial. Foto © CB/Agência Ecclesia

Milhares de jovens confessaram-se nesta Jornada Penitencial

Um dia de reconciliação e um Manifesto por um futuro melhor

| 01/08/2025

 

O Circo Massimo, em Roma, outrora palco de corridas de quadrigas nos tempos do Império Romano, foi hoje o centro da Jornada Penitencial no Jubileu dos Jovens que decorre em Roma. Mais de 1000 presbíteros garantiram que os 200 confessionários montados no espaço estavam sempre disponíveis para acolher os jovens que se queriam confessar, e milhares responderam à chamada durante todo o dia.

Os portões foram abertos às 10 horas, permitindo aos jovens o acesso à antiga arena romana de 85.000 metros quadrados, aninhada no vale entre as colinas do Palatino e do Aventino.

Sob a primeira e ampla tenda, garrafas de água são distribuídas para que os jovens possam recarregar as energias após a espera e as longas deslocações realizadas no início da manhã, a pé e/ou de transporte público, partindo dos locais onde passaram a noite – além da “Fiera Roma”, albergues, paróquias e escolas. Os duzentos confessionários ficaram literalmente lotados: cartazes com bandeiras indicam os idiomas falados pelos padres que aguardam os jovens lá dentro – alguns com a ajuda de um ventilador portátil.

Após as absolvições, os presbíteros apertam as mãos dos jovens, que se levantam com um sorriso e se juntam aos seus companheiros de viagem. Maria José sente-se “plena, feliz”. Ela vem de Cartagena, na Espanha, e participa no Jubileu como membro de uma organização educacional ligada às Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna: “Nunca vi tantos católicos juntos, quase me dá vontade de saltar de emoção. Quando eu voltar esforçar-me-ei para transmitir melhor a fé aos meus alunos adolescentes”, garante à Vatican News.

De Lamego vem o padre Tiago Torres, o mais jovem padre daquela diocese. “O sacramento da reconciliação é um lugar onde podem pôr diante de Deus o seu coração inteiro, não só a versão ideal do que gostariam que fosse, não só as coisas boas que gostam de mostrar, mas isto tudo, por inteiro”, refere à Agência Ecclesia o presbítero, que é responsável pela Pastoral Juvenil na Diocese de Lamego e esteve, também ele, a confessar alguns dos jovens que ali se deslocaram. “A grande graça que se tem encontrado é os jovens descobrirem que o Deus em que nós acreditamos é um Deus que nós podemos encontrar nas nossas feridas”, indica.

Rita Santos veio da Diocese de Portalegre-Castelo Branco para viver a sua primeira experiência num Jubileu, movida pelo que viveu na JMJ Lisboa 2023 e pelo “incentivo do Papa Francisco”.

Nesta jornada penitencial, sublinha a necessidade de sair de Roma como pessoas “diferentes”. “Se entramos ainda meio a medo ou com algumas feridas passadas, até cicatrizes, sairemos com mais esperança e mais espaço para que Deus entre na nossa vida”, aponta.

 

Jovens europeus proclamam Manifesto na Basílica de Santa Maria in Trastevere

Além desta jornada, na manhã desta sexta-feira a Basílica de Santa Maria in Trastevere encheu-se de vozes jovens que proclamaram palavras de esperança: “Não somos turistas do espírito. Somos peregrinos de sentido. Chegamos com mochilas cheias de dúvidas, feridas, canções e esperança. E com uma certeza no coração: Cristo está vivo. E chama-nos.”

Centenas de jovens provenientes de diversos países europeus e mediterrânicos reuniram-se não apenas para participar no Jubileu dos Jovens, mas também para proclamar e divulgar o Manifesto dos Jovens Cristãos da Europa. Este documento ambicioso desafia a complexidade de um continente demograficamente envelhecido e rodeado por paisagens geopolíticas intrincadas, colocando os jovens no centro da reflexão.

A iniciativa conta com o apoio das Conferências Episcopais Espanhola e Italiana, do Patriarcado Latino de Jerusalém, da Arquidiocese de Santiago de Compostela e de várias paróquias e movimentos eclesiais. O projeto procura responder às questões existenciais que atravessam esta geração, frequentemente abordadas apenas de forma retórica.

Patricia Recio Martinez, jovem coordenadora do evento e da associação Journey to Redemption (J2R2033), explicou aos media vaticanos que “esta sigla significa Roma 2025, Santiago 2027, Jerusalém 2033. O de hoje é apenas o início de um longo caminho que, dividido nestas três etapas, culminará no Jubileu Extraordinário de 2033, dedicado à redenção e com um único objectivo: colocar Cristo no centro das nossas vidas, todos unidos.”

Dias antes, haviam sido os jovens portugueses a fazerem um manifesto semelhante, com o horizonte na JMJ de Seul, em 2027.

 

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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