A Juventude Operária Católica (JOC) está a celebrar o 100º aniversário da sua criação e o 90º da sua presença em Portugal. As efemérides serão assinaladas este sábado, 15 de novembro, com um encontro em Aveiro, numa altura em que “a JOC continua a ser essencial na formação de militantes e dirigentes cristãos comprometidos com a transformação da comunidade”.
O objetivo é celebrar “a história de um movimento dedicado à libertação e valorização dos jovens, sublinhando a atualidade do seu método característico — ‘Ver, Julgar e Agir'”, afirma a JOC em comunicado enviado ao 7MARGENS. “Será um dia de partilha, convívio e reflexão e estará repleto de momentos para recordar o passado, sem nunca esquecer o presente e o futuro”.
Fundado em 1925, por iniciativa do então padre e mais tarde cardeal Joseph Cardijn e de um grupo de jovens trabalhadores, na Bélgica, o movimento chegou a Portugal em 1935.
O atual presidente da equipa nacional, Pedro Esteves, lembra que o fundador da JOC dizia que “só a juventude trabalhadora se pode salvar a ela é a mesma”, uma vez que “os jovens de hoje em dia é que sentem na pele aquilo que são as dificuldades” da sua geração. E assinala que o movimento continua a fazer sentido passados 100 anos, tendo em consideração as dificuldades sentidas atualmente pelos jovens, nomeadamente na compra ou arrendamento de habitação, ou nas novas formas de exploração laboral. “A JOC está cá e está para durar e tem um propósito próprio… e esse propósito continua vivo e mais atual que nunca”, afirma.
Do programa do encontro – que terá lugar no Complexo Pedagógico da Universidade de Aveiro – destacam-se, após a sessão de abertura, às 10h00, os trabalhos de grupo subordinados ao mote “recordar o passado e refletir o futuro”, seguidos de um almoço partilhado, um plenário, e a partilha sobre os “desafios dos jovens e do movimento” na atualidade. Haverá ainda um momento musical, convívio e missa, antes do encerramento, às 17h30.
Pedro Esteves assinala que a iniciativa é aberta a todos, esperando encontrar em Aveiro muitos dos atuais e futuros militantes. Porque a JOC continua a ser um movimento “de jovens, pelos jovens e para os jovens”, dos 14 aos 30 anos de idade, “inquietos com a realidade” em que vivem: “não ficamos como simples espectadores ou ouvintes, mas procuramos intervir e transformar de forma organizada”.
E os antigos militantes também são bem-vindos, “para ajudarem a acompanhar, a chegar aos jovens”, em particular nas dioceses onde o movimento não tem implementação.
Segundo o responsável, o futuro passa por uma maior aplicação do movimento nas dioceses, para que se cumpra o “objetivo principal da JOC”: a “evangelização da juventude trabalhadora e a libertação da mesma através do evangelho”.
O cartaz da iniciativa. [/caption]










