Celebrar a vida do padre António Samelo, que morreu há quase um ano, “com cânticos, leituras e debates” é o propósito de um encontro que terá lugar no sábado, dia 22, em Bragança, e que andará à volta de “um palavrão” — sinodalidade — e das memórias deste presbítero da diocese de Coimbra. Os promotores do evento têm uma certeza: “Tal e qual ele gostaria, por entre as suas gargalhadas. Queremos fazer acontecer, com compromisso, alguma coisa, como ele nos pediu tantas vezes.”
Com este objetivo, esta iniciativa — que tem o nome de “Sal na Terra” – Samelidades 2025 (mais informações aqui) — apresenta-se como um “encontro-convívio de reflexão e celebração de amizades e camaradagem, e de um padre que desinstalou muita gente, e que tanta falta nos faz”.
No debate proposto, sobre “Sinodalidade, que palavrão é esse”, o padre e teólogo português, da diocese do Porto, Jorge Cunha, lançará o tema para reflexão e propostas de ação. Para esse momento, os promotores socorrem-se de uma vontade deixada escrita por António Samelo: “A Exortação pastoral do Santo Povo de Deus sobre a Sinodalidade urge que a Igreja Católica Romana comece a elaborar uma eclesiologia a partir do baptismo e não a partir do ministério! É um belo desafio que já não poderei concretizar… mas… o Espírito vai trabalhando… a ver se se quebra “o espinhaço” do diabólico clericalismo.”
É este o ponto de partida de um encontro que conta ainda com a participação de José Carlos Cantante, músico e compositor, que interpretará canções da sua autoria e que marcaram gerações do Movimento Católico de Estudantes (MCE), do qual António Samelo foi assistente nacional. Os promotores do encontro têm percursos associados ao MCE.
Nascido a 4 de dezembro de 1954, na freguesia de Covões (Cantanhede), o padre António Manuel Neto Samelo morreu na noite de 24 de novembro de 2024, na Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Cantanhede.
Bragança era um local onde Samelo passava habitualmente parte das suas férias.










