Domingo de Pascoela na Casa de Mateus

Um enorme tapete de flores para homenagear Nossa Senhora dos Prazeres

| 8 Abr 2024

Montagem de tapete de flores em frente à Capela de Mateus. Foto DR

Montagem de tapete de flores em frente à Capela de Mateus. Foto DR

 

O dia 7 de abril foi, para a comunidade de Mateus, em Vila Real, um dia especialmente dedicado à padroeira Nossa Senhora dos Prazeres. Neste Domingo de Pascoela, a Capela da Casa de Mateus abriu portas para a celebração da eucaristia, seguindo-se a procissão sobre o tradicional tapete de flores com a extensão de pouco menos de um quilómetro e que, tal como em anos anteriores, começou a ser montado em frente ao local de culto dias antes.

Teresa Albuquerque, diretora da Fundação Casa de Mateus, realça “a ligação afetiva entre o palácio e a comunidade onde se insere”, num dia em que o monumento nacional abre as portas e “explora as relações entre o ritual religioso, as artes populares e as artes eruditas”.

A Capela da Casa de Mateus, dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, foi inaugurada em 1759 e manteve desde sempre uma relação com a comunidade envolvente. Quase três séculos depois, o Domingo de Pascoela (o domingo a seguir à Páscoa) continua a ser ocasião para Mateus homenagear a santa padroeira, com a construção de uma rua de flores que liga o terraço fronteiro da capela barroca à Casa de Urros, quase um quilómetro à frente, e a realização da procissão anual.

A criação do extenso tapete de flores perdeu-se no tempo e foi retomada em 2011 pelo Grupo de Amigos de Nossa Senhora dos Prazeres. Desde então, têm mantido a tradição de ligar com um manto colorido a Rua das Flores à Capela da Casa de Mateus.

Neste ano, a eucaristia celebrada pelo pároco Ricardo Pinto ganhou ainda outro significado, pois foi acompanhada com o concerto ‘Missa das celebrações das Chagas de Cristo’, de Sigismund Neukomm, pelo Americantiga Ensemble, obra criada no Rio de Janeiro em 1823, ano em que o 6.º Morgado de Mateus se tornou o primeiro Conde de Vila Real.

 

Casa de Mateus abre portas a visitantes locais

Capela barroca da Casa de Mateus. Foto © Casa de Mateus

Capela barroca da Casa de Mateus. Foto © Casa de Mateus

 

Depois do período de pandemia em que o turismo sofreu uma forte redução, a Casa de Mateus lançou, em 2023, a iniciativa ‘domingos abertos’. Durante a época baixa, os primeiros domingos de cada mês estão abertos aos residentes em Vila Real e no concelho. A entrada é gratuita para visita aos jardins históricos, museu da vinha, horta biológica e outros espaços exteriores.

Teresa Albuquerque recorda que, no ano passado, a Casa de Mateus teve cerca de 111 mil visitas, um número apesar de tudo inferior ao último ano antes da pandemia, em que se atingiram os 120 mil visitantes. A responsável pela fundação instituída em 1970 recorda que 2023 “não foi um ano mau” e que, também por isso, iniciaram os ‘domingos abertos’, “numa lógica de retribuição à comunidade”. “Esperamos que 2024 corra melhor do que 2023 e que possamos continuar com programas culturais de aproximação aos residentes locais”, afirma.

De referir que na sexta-feira, dia 5 de abril, a Casa de Mateus apresentou a programação cultural para 2024, na qual se destacam os XXXI Encontros Internacionais de Música, a ter lugar em julho, mas que terá, também, debates, artes visuais, residência de artistas, entre outros eventos, num programa apoiado pela Direção-geral das Artes.

pe de pagina Journalismfund Europe 7MONTES (1)

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Irritações e sol na cara

Irritações e sol na cara novidade

“Todos os dias têm muito para correr mal, sim. Mas pode-se passar pela vida irritado? Apitos e palavras desagradáveis, respirações impacientes, sempre com o “não posso mais” na boca.” – A crónica de Inês Patrício, a partir de Berlim

A cor do racismo

A cor do racismo novidade

O que espero de todos é que nos tornemos cada vez mais gente de bem. O que espero dos que tolamente se afirmam como “portugueses de bem” é que se deem conta do ridículo e da pobreza de espírito que ostentam. E que não se armem em cristãos, porque o Cristianismo está nas antípodas das ideias perigosas que propõem.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This