Um Festival da Boleia para celebrar a viagem

| 4 Jul 19 | Espiritualidades - homepage, Últimas

O HitchFest de 2017, no Marco de Canaveses. Foto: Direitos Reservados

 

O HitchFest – Festival internacional da Boleia, iniciativa em torno da viagem, ecologia, cidadania, arte e auto-descoberta, decorrerá em Lousada, de 31 de Julho a 4 de Agosto, junto ao rio Sousa. “Queremos ir além da utopia e criar um espaço-tempo de como o mundo pode ser! Partilhar saberes e experiências, aprender a conhecermo-nos, a confiar na vida e a agir para transformar o mundo. Toda a gente é bem-vinda e convidada a participar!”, diz Francisco Pedro, um dos organizadores do festival, e que em Abril ficou conhecido por interromper António Costa para denunciar o plano de expansão aeroportuária em Lisboa.

O festival teve uma primeira edição no Marco de Canaveses, em 2017, atraindo cerca de mil pessoas, oriundas de 45 países. Iniciativa sem fins lucrativos e de vertente comunitária, o festival tem a correr, até 5 de Julho, uma campanha de crowdfundingpara angariar os fundos necessários: cada pessoa escolhe a quantia com que quer apoiar a iniciativa, recebendo, em troca, uma pequena recompensa e assegurando, ao mesmo tempo, a sua entrada no festival.

O HitchFest nasceu da iniciativa de quatro apaixonados pela viagem, que não se conheciam entre si, e criaram um festival original e único em Portugal e no mundo.“O HitchFest existe graças ao esforço voluntário de pessoas de norte a sul do país. Gente que quer mais para o mundo e se responsabiliza por isso. Vai levar à região pessoas de todos os horizontes, carregando nas suas mochilas diferentes culturas, práticas e conhecimentos, numa viagem comum de descoberta de nós próprios, da natureza e do nosso lar comum, preservando-o para as gerações futuras.”

O programa espelha a diversidade e abertura trazidas pela viagem: música (MAguPi, Lousad’Arrufar), terapias, oficinas e conversas em torno da ecologia e da sustentabilidade, da viagem e da cidadania, da saúde e da alimentação. Estão abertas inscrições para o programa, voluntários e bancas de artesanato.

A iniciativa é acarinhada pela Câmara Municipal de Lousada e tem mais informações disponíveis na página oficial.

Artigos relacionados

“No tempo dividido” – Mistagogia da temporalidade na poesia de Sophia

“No tempo dividido” – Mistagogia da temporalidade na poesia de Sophia

Sophia chegou cedo. Tinha dez ou onze anos quando li O Cavaleiro da Dinamarca, cuja primeira edição data de 1964. É difícil explicar o que nos ensina cada livro que lemos. Se fechar os olhos, passados mais de 30 anos, recordo ainda que ali aprendi a condição de pe-regrino, uma qualquer deriva que não só nos conduz de Jerusalém a Veneza, como – mais profundamente – nos possibilita uma iniciação ao testemunho mudo das pedras de uma e às águas trémulas dos canais da outra, onde se refletem as leves colunas dos palácios cor-de-rosa.

Apoie o 7 Margens

Breves

Papa Francisco anuncia viagem ao Sudão do Sul em 2020 novidade

“Com a memória ainda viva do retiro espiritual para as autoridades do país, realizado no Vaticano em abril passado, desejo renovar o meu convite a todos os atores do processo político nacional para que procurem o que une e superem o que divide, em espírito de verdadeira fraternidade”, declarou o Papa Francisco, anunciando deste modo uma viagem ao Sudão do Sul no próximo ano.

Missionários constroem casa para cuidar e educar as vítimas do terramoto no Nepal

Mais de 400 crianças órfãs, pobres e com debilidades físicas vítimas do terramoto de 2015 no Nepal, residem hoje na casa de crianças Antyodaya em Parsa (centro do país). A casa, que foi construída em 13 de maio de 2017, tem o propósito “de alcançar as crianças mais desafortunadas das aldeias mais remotas, oferecendo-lhes educação e desenvolvimento pessoal”.

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

É notícia

Entre margens

Manuela Silva e Sophia novidade

Há coincidências de datas cuja ocorrência nos perturbam e nos sacodem o dia-a-dia do nosso viver. Foram assim os passados dias 6 e 7 do corrente mês de Novembro. A 6 celebrou-se o centenário do nascimento de Sophia e a 7 completava-se um mês sobre a partida para Deus da Manuela Silva.

“Unicamente o vento…”

Teimosamente. A obra de Sophia ecoa. Como o vento. Como o mar. Porque “o poeta escreve para salvar a vida”. Aquela que foi. Que é. A vida num ápice. Luminosa e frágil. Do nascente ao ocaso. Para lá do poente. Celeste. Na “respiração das coisas”. No imprevisível ou na impermanência. A saborear o que tem. A usufruir do que teve. Na dor e na alegria.

Cultura e artes

Trazer Sophia para o espanto da luz

Concretizar a possibilidade de uma perspectiva não necessariamente ortodoxa sobre os “lugares da interrogação de Deus” na poesia, na arte e na literatura é a ideia principal do colóquio internacional Trazida ao Espanto da Luz, que decorre esta sexta e sábado, 8 e 9 de Novembro, no polo do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

As mulheres grávidas e o olhar feminino sobre a crise dos refugiados

Uma nova luz sobre a história dos refugiados que chegam à Europa, evitando retratá-los como “heróis ou invasores”. Francesca Trianni, realizadora do documentário Paradise Without People (Paraíso sem pessoas, em Inglês), diz que o propósito do seu filme, a exibir nesta quinta-feira, 31 de outubro, em Lisboa, era mostrar a crise dos refugiados do ponto de vista feminino.

Sete Partidas

Visto e Ouvido

Agenda

Parceiros

Fale connosco